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Monitoramento da qualidade da água subterrânea em sistema de irrigação empregado no pós-tratamento de efluente de lagoa anaeróbia: cultura do eucalipto

Processo: 09/17930-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2010
Vigência (Término): 31 de agosto de 2011
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Saneamento Ambiental
Pesquisador responsável:Denis Miguel Roston
Beneficiário:Bethania Vieira Cavalheiro
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/57886-2 - Pós-tratamento de efluente doméstico: irrigação em eucalipto, AP.R
Assunto(s):Águas subterrâneas   Eucalipto   Engenharia civil

Resumo

MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA SUBTERRÂNEA EM SISTEMA DE IRRIGAÇÃO EMPREGADO NO PÓS-TRATAMENTO DE EFLUENTE DE LAGOA ANAERÓBIA: CULTURA DO EUCALIPTO.Referente a solicitação de bolsa TT3 . Candidato: com graduação em biologia ou agronomia ou tecnologia de saneamento ou engenharia agrícolaRESUMO. Esgotos lançados in natura em corpos d'água, além de contribuírem para a degradação do meio ambiente, constituem grave problema de saúde pública. Quando lançados em mananciais, ainda que tratados, contaminam com interferentes endócrinos e produtos farmacêuticos que são recalcitrantes aos tratamentos convencionais das ETEs e ETAs. Os esgotos quando lançados in natura nos corpos hídricos causam, ainda, a eutrofização destes corpos de água. Destaca-se a esta realidade a nova Resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005 (em substituição à antiga CONAMA 20), a qual aplica valores mais restritivos quanto aos parâmetros de lançamento de efluentes, os quais desqualificam a maioria dos sistemas de tratamento por lagoa quanto aos novos padrões de lançamento. Este novo padrão requer adequação dos sistemas de tratamentos com a implantação de pós-tratamentos, requerendo o deslocamento de grandes investimentos, que a curto e médio prazo podem comprometer o tratamento necessário onde ainda não recebeu. Como alternativa de pós-tratamento, o reúso na forma de irrigação em eucalipto poderá minimizar os impactos negativos do resíduo além de proporcionar ganhos para a saúde pública, ganhos econômicos e ambientais. O eucalipto é uma cultura atrativa do ponto de vista de irrigação com efluentes pois é uma cultura de elevado valor econômico, ocupa grandes áreas no estado de São Paulo, tem grande facilidades de deslocamentos, podendo ser implantada ao lado das ETEs, detem elevada evapotranspiração e recebe o manejo de corte a cada 5-6 anos, além de oferecer baixo risco de contaminação para o ser humano. A pesquisa foi instalada na área agrícola da ETE Paula Souza, Prof. Carmelino Correa Filho, em Franca-SP, em solo de textura franco-arenoso, onde foram plantados cerca de 2,0 ha de eucalipto clonado (Eucalyptu urograndi). O eucalipto receberá efluente de lagoa anaeróbia da ETE City Petrópolis, instalada nas proximidades da área. Neste sentido, pretende-se avaliar a qualidade da água subterrânea coletada nos poços de monitoramento (CETESB, 1988) ao longo das irrigações quanto aos padrões de potabilidade (Portaria 518, 2004) e de água subterrânea (CETESB, 2005 ). Espera-se que o processo de tratamento anaeróbio seja eficiente do ponto de vista sanitário e agronômico e que os resultados auxiliem no conhecimento sobre os processos e operação do sistema de reúso no solo, contribuindo para o desenvolvimento de processos mais econômicos e adequados. Serão instalados poços de monitoramento conforme a Norma CETESB NBR 6410 e monitorados de acordo com a CETESB(1988). Serão realizados ensaios de toxicidade com Daphina nas amostras coletadas nos poços de monitoramento, no afluente, efluente e nas amostras dos lixiviados coletados nos coletores de drenagem livre, instalados nas profundidades de 0,30; 0,60m e 0,90m. Nas amostras também serão determinados pH, COT, CE, nitrato, coliformes, metais pesados (Cd, Zn, Pb, Cr, Cu e Ni), Na+, K+, Ca++, Mg++, RAS, carbonatos, fluoretos, sulfatos, e cloretos. Serão coletas amostras aos 06, 12 e 18 meses após a implantação da pesquisa. Todas as coletas de lixiviados e água subterrânea coletadas serão efetuadas de acordo com critérios da CETESB (Manual de áreas contaminadas, 2005), e a Portaria 518 do Ministério da Saúde (2004). As analises serão efetuadas de acordo com Eaton et. al. ( 2005). As amostras serão enviadas para o Laboratório de Controle de Qualidade da SABESP Franca; e para o LABREUSO, do Departamento de Saneamento e Ambiente da Faculdade de Engenharia Civil e Arquitetura da Unicamp, Laboratórios de Solos e Saneamento da FEAGRI, Campinas.

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