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Estudo da organização e dinâmica neuronal : morte neuronal e neurogênese, no encéfalo de ratos após anóxia neonatal

Processo: 10/15703-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2010
Vigência (Término): 31 de maio de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:Maria Inês Nogueira
Beneficiário:Roberto Oliveira da Silva
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/01488-9 - Estudo da organização e dinâmica neuronal: morte neuronal e neurogênese no encéfalo de ratos após anóxia neonatal, AP.R
Assunto(s):Neuroanatomia   Apoptose   Neurogênese

Resumo

Estudos prévios de nosso laboratório consolidaram modelo animal para estudo da anóxia neonatal e evidenciaram alterações no tecido nervo pela imunoreatividade a Fos. No presente estudo, planejamos explorar a dinâmica neuronal quanto à morte celular e neurogênese no encéfalo de ratos submetidos a anóxia neonatal, utilizando esse modelo associado a técnicas de imunocistoquimica e análise de imagens. A anóxia neonatal, considerada problema clínico mundial, é uma das mais importantes causas de lesão encefálica em neonatos, que pode apresentar conseqüências graves e duradouras. A patofisiologia das seqüelas, nestes casos, ainda não está bem documentada embora, a literatura reporte que agressões ao sistema nervoso central de mamíferos em desenvolvimento podem causar morte neuronal e prejudicar etapas importantes como a maturação e neurogênese. Esta última, durante muitos anos, foi vista como fenômeno restrito ao início do desenvolvimento encefálico de mamíferos, mas atualmente tem sido descrita em regiões específicas do encéfalo adulto de vertebrados, como o hipocampo e o bulbo olfatório. Assim, com este estudo objetivamos analisar longitudinalmente possíveis alterações na morte, maturação e organização neuronais no hipocampo decorrentes da anóxia neonatal em ratos. Com o modelo que desenvolvemos, já observamos preliminarmente que acarreta alterações gliais e comportamentais. Serão utilizados 75 neonatos machos (Rattus novergicus, linhagem Wistar), com aproximadamente 30 horas de vida, divididos em grupos conforme a idade: P2, P7, P14, P21 e P60. Cada grupo será subdividido em Anóxia (n=6), Controle cirúrgico (n=6) e Basal (n=3). Serão utilizadas técnicas de imunoistoquímica para detecção das células apoptóticas (caspases) e em degeneração e a análise da proliferação e sobrevivência celulares será realizada com técnicas de imunoistoquímica para Ki67 e para BrdU. Para determinação do fenótipo celular, será utilizada técnica de imunoistoquímica para detecção de neurônios maduros (NeuN), imaturos (DCX) e células gliais (GFAP) e vimentina. A análise será feita com o programa Imagem Pro-Plus e Neurolucida. Os resultados serão submetidos a testes estatísticos adequados. Acreditamos que esse estudo poderá contribuir para a compreensão da dinâmica celular no tecido nervoso submetido a anóxia neonatal, além de propiciar subsídios para desenvolvimento de novas terapêuticas no tratamento dessa relevante questão.