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Malária autóctone em área de Mata Atlântica do estado de São Paulo: caracterização do problema e subsídios para seu controle

Processo: 05/00438-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2005
Vigência (Término): 31 de agosto de 2007
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Gerhard Wunderlich
Beneficiário:Giselle Fernandes Maciel de Castro Lima
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:03/06420-0 - Malária autóctone em áreas de mata atlântica do estado de São Paulo: caracterização do problema e subsídios para seu controle, AP.PP
Assunto(s):Malária   Plasmodium malariae   Plasmodium vivax   Controle de infecções

Resumo

Entre 1983 e 2003, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo registrou 227 casos autóctones de malária adquiridos em áreas cobertas por Mata Atlântica, especialmente na zona rural dos municípios de Peruíbe, São Sebastião e Juquitiba. Entre um e três quartos da população desses focos apresentam evidência sorológica de exposição recente a diversas variantes de Plasmodium vivax ou P. malariae, apesar do pequeno número de casos clínicos de malária, sugerindo uma alta prevalência de infecção assintomática, de difícil detecção pelos métodos parasitológicos tradicionais. Os portadores assintomáticos podem servir como fonte de infecção para os vetores em diferentes regiões do estado, permitindo a disseminação da endemia. Este projeto colaborativo com a Superintendência de Controle de Endemias, órgão responsável pelo planejamento e execução de medidas de controle de malária em São Paulo, objetiva: (a) investigar a prevalência de infecção malárica (sintomática e assintomática), em populações humanas de focos com transmissão autóctone de malária detectada no município de Juquitiba, SP ao longo do período de estudo, com o emprego de métodos diagnósticos de alta sensibilidade; (b) identificar, através de técnicas microscópicas e moleculares (amplificação e sequenciamento de genes informativos do ponto de vista taxonômico), as espécies de plasmódios responsáveis pela malária autóctone na região; (c) identificar as possíveis fontes de infecção (humanas e não-humanas) para os vetores, através da análise do repasto sanguíneo por técnicas moleculares, (d) caracterizar o padrão de imunidade antimalárica das populações humanas; (e) avaliar a população da área de transmissão, com base em parâmetros clínico-laboratoriais; (f) investigar a prevalência de infecção malárica, em anofelinos de focos com transmissão autóctone detectada no município de Juquitiba, SP, com o emprego de métodos diagnósticos de alta sensibilidade. Deste modo, objetiva-se estudar pontos ainda não esclarecidos da cadeia de transmissão da doença nesta região, identificando fatores de risco e fornecendo subsídios para o planejamento de medidas de controle da malária adequadas às características epidemiológicas da região. (AU)