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Mudanças climáticas em montanhas brasileiras: respostas funcionais de plantas nativas de campos rupestres e campos de altitude a secas extremas

Processo: 11/02979-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de abril de 2011
Vigência (Término): 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:Rafael Silva Oliveira
Beneficiário:José Carmelo de Freitas Reis Júnior
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/17204-0 - Mudanças climáticas em montanhas brasileiras: respostas funcionais de plantas nativas de campos rupestres e campos de altitude a secas extremas, AP.R
Assunto(s):Ecologia vegetal   Mudança climática

Resumo

Eventos climáticos extremos devem aumentar em frequência e magnitude nas próximas décadas, mas seus impactos ecológicos ainda são pouco conhecidos. Neste cenário, é necessário compreender as respostas ecológicas e o grau de vulnerabilidade de comunidades montanas tropicais aos efeitos de mudanças climáticas, como o aumento na freqüência de eventos de seca. Este estudo tem como objetivo avaliar experimentalmente os limites de tolerância e a capacidade de ajuste morfofisiológico de plantas de dois importantes centros de biodiversidade ("hotspots") brasileiros a uma seca extrema. Pretendemos excluir a água da chuva de 24 parcelas de 16m2 usando estruturas de exclusão que interceptam a chuva e transportam esta água para fora das parcelas, em áreas de campos rupestres e campos de altitude. Para avaliar as respostas da vegetação, utilizaremos uma combinação de métodos tradicionais (medidas de trocas gasosas, monitoramento de eventosfenológicos, crescimento e taxas de mortalidade das plantas), com métodos inovadores, como o uso de isótopos estáveis e medidas de fluxo de seiva. A caracterização da composição isotópica do carbono (´13C) e oxigênio (´18O) da celulose das folhas será usada como um método integrador de respostas ecofisiológicas, capaz de descrever mudanças na capacidade fotossintética e na condutância estomática das espécies submetidas ao regime de exclusão de água. O monitoramento do fluxo de seiva de espécies lenhosas será usado para integrar as respostas dos vários componentes que determinam o uso de água das espécies lenhosas (profundidade radicular, fenologia foliar, condutância estomática). Um melhor entendimento da diversidade de estratégias e respostas ecológicas apresentadas por espécies de campos rupestres e campos de altitude será essencial para subsidiar simulações mais realistas sobre o efeito de mudanças climáticas no funcionamento de ecossistemas terrestres vulneráveis.