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Da critica da economia politica a critica da filosofia do direito:uma releitura dos manuscritos de 1843 a luz da neue marx-lekture.

Processo: 11/50410-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2011
Vigência (Término): 31 de outubro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Marcos Lutz Müller
Beneficiário:Emmanuel Zenryo Chaves Nakamura
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Biopolítica

Resumo

Em seus cursos sobre a biopolítica na década de 1970, M. Foucault analisou a crescente institucionalização das relações sociais. Para ele, a "história do capitalismo não pode ser outra coisa que uma história econômi-co-institucional". Contemporaneamente, G. Agamben diagnostica um "eclipse" da política, que foi contaminada pelo direito. Ele propõe uma "nova perspectiva": a análise do "problema dos limites e da estrutura originária da estatalidade". Para ele, a crítica marxista do Estado era insuficiente, pois nem mesmo entreviu que o Estado teria outra consistência "fora dos simulacros e das ideologias". No entanto, essa consideração sobre a situação da crítica marxista parece ignorar o fértil debate alemão das décadas de 1960-1970 em torno da "derivação" da forma-Estado. Essa linha do pensamento alemão marxista ficou conhecida como "neue Marx-Lektüré". Uma de suas pretensões era analisar a forma-Estado a partir do conceito marxiano de crítica como modo de apresentação (Darstellungsweise) lógico-sistemático das determinações do capital. Ela visava as "estruturas fundamentais da própria estatalidade". Para os representantes desta linha do pensamento alemão, com exceção de H. Reichelt, as obras de "juventude" de Marx não eram a referência central. No entanto, a crítica do "jovem" Marx à Filosofia do Direito de Hegel talvez tenha ainda algo a dizer à perspectiva "anti-institucionalista" de Foucault e Agamben. Para Marx, a representação política do poder legislativo repõe a separação entre o "burguês" e o "cidadão" e amplifica o domínio político da propriedade privada. Esta pesquisa objetiva analisar a possibilidade de uma releitura dos Manuscritos de 1843 à luz da crítica marxiana de "maturidade", concebida como apresentação lógico-sistemática das categorias da Economia Política, sugerindo uma contribuição para o debate marxista da derivação da forma-Estado e uma reatualização da crítica marxiana, através do confronto com os diagnósticos histórico-filosóficos da contemporaneidade de Foucault e Agamben. (AU)