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Avaliação de imposex no gastrópode Stramonita haemastoma em duas regiões portuárias do estado de São Paulo

Processo: 11/02665-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Alexander Turra
Beneficiário:Mayana Karoline Fontes
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Tributil estanho   Imposex   Moluscos   Stramonita haemastoma   Poluição da água   Compostos orgânicos   Ecotoxicologia

Resumo

Compostos orgânicos de estanho como TBT (tributilestanho) e TPT (trifenilestanho) são amplamente utilizados na indústria náutica, principalmente devido a sua atividade antiincrustante que impede a fixação e o desenvolvimento de organismos nos cascos de embarcações. No entanto, há inúmeros registros de que estas substâncias não afetam apenas as espécies-alvo, correspondendo, portanto a um sério problema ambiental. O TBT é o principal causador do imposex, uma síndrome endócrina que afeta fêmeas de moluscos neogastródes. Esse efeito tóxico levou ao banimento da utilização do TBT em 2003 pela Marinha Brasileira, sendo sua proibição mundial decretada em 2008 pela IMO (International Marine Organization). Contudo, o imposex continua sendo registrado em tecidos de moluscos e crustáceos, o que indica que a legislação não está sendo cumprida. Esse projeto pretende verificar se ainda há TBT em níveis prejudiciais no litoral de São Paulo utilizando o registro de imposex no gastrópode Stramonita haemastoma, organismo comprovadamente afetado por este poluente. Para tanto, coletas serão realizadas nos arredores tanto do Porto de Santos (8 localidades) quanto do de São Sebastião (8 localidades). A identificação do imposex será feita em amostras de 50 gastrópodes com base em uma sequência de índices, incluindo a porcentagem de fêmeas em imposex, o índice do comprimento relativo do pênis (RPLI), o índice do tamanho relativo do pênis (RPSI) e o índice da sequência do vaso deferente (VDSI). Com estas informações será possível identificar as áreas onde há maior biodisponibilidade de TBT e com isso subsidiar ações para mitigação deste impacto. (AU)