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"medidas acústicas e auto-perceptivas da voz no pré e pós prova de fala contínua"

Processo: 11/05419-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Lílian Neto Aguiar Ricz
Beneficiário:Sthael Andrade Marques
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Laringe   Voz

Resumo

MARQUES, S.A. Medidas acústicas e auto-perceptivas da voz no pré e pós prova de fala contínua, 2011. Trabalho de Iniciação Científica - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.INTRODUÇÃO: A voz, além de ser o meio com a qual as pessoas se comunicam na maior parte do tempo, também é o instrumento de trabalho de indivíduos, como cantores, atores, professores, operadores de telemarketing, advogados, entre outras profissões que dependem do intenso uso da voz. Devido a esse contínuo emprego vocal, os sinais de fadiga têm sido constantemente relatados por esses indivíduos, de forma que, muitas vezes, impossibilita o exercício de suas profissões nos períodos em que tais sinais se agravam. Na clínica fonoaudiológica observa-se alta prevalência de casos de fadiga vocal bem como o número de profissionais que utilizam a voz profissionalmente. Na literatura, há dados variados a respeito da quantidade de tempo para a indução da fadiga vocal, sendo que estes se estendem de 15 minutos até 2 horas. Assim, objetivou-se neste estudo caracterizar a voz antes e depois de prova de fala contínua os seguintes parâmetros: intensidade vocal habitual, medidas acústicas da voz e a auto-percepção tátil, cinestésica e auditiva da voz. METODOLOGIA: Participaram 20 mulheres com média de idade de 20 anos, que não apresentavam história de disfonia, refluxo gastroesofágico, alergias, alteração hormonal, doenças do aparelho respiratório, distúrbio auditivo, neurológico ou psiquiátrico, que não faziam uso de drogas, medicamentos contínuos ou que cantavam esporadicamente. Os procedimentos foram realizados em data pré-agendada, no período da manhã e com repouso vocal de oito horas. A avaliação videoestrobolaringoscópica foi realizada para excluir problemas laríngeos. Realizou-se a análise acústica da voz, por meio do software "MDVP Voice Program" - laboratório KAY - Multi-Speech Model 3700, pelo qual foram mensurados os parâmetros F0 e NHR antes e após duas horas de fala contínua. A intensidade vocal habitual foi registrada por decibelímetro digital e auto-percepção tátil cinestésica e auditiva da voz foi obtida por meio de uma escala visual-analógica. Temperatura eumidade ambiente foram controladas e nível de ruído mantido inferior a 50dB. ANÁLISE: Para analisar os valores das medidas acústicas utilizou-se o teste não-paramétrico de Friedman para amostras pareadas e para analisar a auto-percepção tátil cinestésica e auditiva da voz foi utilizado o teste não-paramétrico de Wilcoxon para amostras pareadas. O nível de significância (p) foi fixado em um valor menor ou igual a 0,05. RESULTADO: Os resultados do presente estudo indicaram que após duas horas de fala contínua ocorre aumento na intensidade vocal habitual, na auto-percepção tátil-cinestésica e auditiva da voz, sendo os principais sintomas: garganta seca, cansaço ao falar, esforço para falar e necessidade de tossir e pigarrear, bem como uma tendência ao aumento da frequência fundamental e diminuição do ruído glótico, embora estes dois últimos parâmetros não tenham apresentado diferenças estatisticamente significativas. CONCLUSÃO: Duas horas de fala contínua são capazes de aumentar a intensidade vocal habitual, bem como os sintomas listados por meio da auto-percepção tátil cinestésica e auditiva da voz em mulheres jovens sem alterações vocais.Palavras-chave: Fadiga vocal. Voz. Laringe.