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Estudo dos mecanismos de fusão entre vacúolos parasitóforos heterotípicos de Leishmania spp

Processo: 10/19335-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2011
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Renato Arruda Mortara
Beneficiário:Fernando Roberto Oliveira Real
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/51475-3 - Biologia molecular e celular do parasitismo por Trypanosoma cruzi, AP.TEM
Assunto(s):Biologia celular   Leishmania   Trypanosoma cruzi   Macrófagos

Resumo

A fagocitose "clássica" ou modificada, é o mecanismo de entrada de quase todos os patógenos intracelulares de importância humana e animal. Os fagossomos constituem a primeira e, às vezes, a última escala dos patógenos intracelulares. Estes condicionam o microambiente inicial ou final do agente infeccioso, permitem a maturação dos patógenos quando necessária, controlam a entrada de substratos e nutrientes (pela presença de canais, fusão com outras vesículas), a expressão de antígenos pelas células infectadas, a entrada e a atividade de quimioterápicos. Cada fagossomo é uma entidade particular, cuja formação e maturação depende de um conjunto de sinais disparados pela célula e pela partícula ou organismo internalizado. Uma vez internalizados pelas células hospedeiras, alguns patógenos escapam do fagossomo e se instalam no citosol. Outros são capazes de interferir com o processo de maturação dos fagossomos, levando à formação de vacúolos parasitóforos excluídos das vias endocítica e secretória, ou vacúolos com capacidade fusogênica seletiva.Os parasitas do gênero Leishmania são exemplos de patógenos que permanecem em vacúolos parasitóforos (VPs) durante todo o ciclo de vida intracelular no hospedeiro mamífero. A diversidade morfológica e bioquímica desses vacúolos foi pouco estudada. Já os parasitas da espécie Trypanosoma cruzi apenas transientemente são abrigados em vacúolos parasitóforos em seu ciclo de vida na célula hospedeira, escapando do vacúolo (por mecanismos ainda não esclarecidos) e alojando-se no citosol.Através de coinfecção in vitro, investigamos a possibilidade de fusão entre VPs que hospedam Leishmania amazonensis e T. cruzi e as conseqüências, para os dois parasitas, de uma possível co-habitação intravacuolar. Como modelo de células hospedeiras, utilizaremos células de linhagem transfectadas com RNA de interferência para proteínas endossomais ou lisossomais (LAMPs e Rabs), mediadores de fusão vacuolar (SNAREs) e proteínas envolvidas na acidificação vacuolar (V-ATPases). A participação dessas moléculas será investigada na transferência de T. cruzi para os VPs de L. amazonensis, na diferenciação de T. cruzi no interior desses VPs espaçosos (para os quais os tripanossomatídeos não foram evolutivamente adaptados), e no escape para o citosol a partir do VP quimérico.

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa:
Um parasita camuflado 
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