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"Influência do extrato aquoso de Pyrostegia venusta Miers sobre aspectos reprodutivos de ratas Wistar: avaliação histológica e morfométrica dos ovários e útero, fertilidade e parâmetros fetais"

Processo: 10/16882-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2011
Vigência (Término): 31 de maio de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Embriologia
Pesquisador responsável:Isabel Cristina Cherici Camargo
Beneficiário:Alline Sekiya
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Fertilidade   Ovário   Morfometria   Útero   Histologia

Resumo

Atualmente há grande interesse no desenvolvimento de fármacos de origem vegetal, sendo que a população brasileira faz uso de plantas medicinais para o tratamento de diversas doenças. O território brasileiro dispõe da maior biodiversidade do mundo, sendo o Cerrado o segundo maior em extensão. A Pyrostegia venusta, típica dessa região, é uma planta do tipo trepadeira cujas flores são tubulares e de coloração alaranjada, muito utilizada na medicina popular como tônico, antidiarreico, antidepressivo e no tratamento de leucoderma e vitiligo. Apesar de ser muito presente como planta medicinal, experimentos comprovam toxicidade da P. venusta em bovinos. Outras espécies vegetais apresentam toxicidade reprodutiva em ratas Wistar. Assim, o uso dessa espécie vegetal requer maiores estudos de seu potencial tóxico, a fim de assegurar a saúde de seus usuários. Deste modo, este projeto tem como objetivo avaliar se o extrato aquoso de P. venusta apresenta toxicidade reprodutiva em ratas Wistar, através de análises da histologia e morfometria ovariana e uterina, fertilidade e parâmetros fetais. As fêmeas (n=28) serão distribuídas aleatoriamente nos grupos controle e tratado com extrato aquoso de P. venusta. No grupo controle, as ratas receberão 0,5 mL de água mineral (via oral), diariamente, durante 20 dias. O extrato aquoso será administrado na dose de 100 mg/kg de peso corpóreo, em volume de 0,5 mL, no mesmo procedimento do grupo controle. O ciclo estral e o consumo de água e ração serão monitorados diariamente. A análise histológica dos ovários e útero será realizada em sete ratas de cada grupo experimental, em secções coradas pelas técnicas de Hematoxilina-eosina (HE), Tricrômico de Mallory-fucsina ácida e Azul de Toluidina, com auxílio do microscópio óptico. A análise biométrica dos ovários (quantificação folicular) e análise morfométrica do útero (altura do epitélio luminal e espessura das camadas teciduais), serão realizadas nas secções coradas em HE. As fêmeas restantes (n = 7/grupo), serão acasaladas com machos não tratados para avaliação da fertilidade e parâmetros fetais.