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O papel do receptor ativado da proliferação de peroxissomos alfa (PPARalfa) no risco genético a leishmaniose visceral

Processo: 10/19973-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2011
Vigência (Término): 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Paulo Eduardo Martins Ribolla
Beneficiário:Diego Peres Alonso
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/24452-5 - Papel das isoformas da apolipoproteína E (apoE) no fluxo de colesterol em macrófagos e sua influência na infecção por Leishmania spp., BE.EP.PD
Assunto(s):Marcadores genéticos   Leishmaniose visceral   Macrófagos   Lipídeos

Resumo

Os receptores ativados da proliferação de peroxissomos (PPARs) compõem uma subfamília de receptores nucleares. Três isoformas, codificadas por genes separados, foram identificadas até então: PPARalfa, PPARbeta/delta e PPARgamma. Esses receptores, que agem como fatores de trancrição, exibem diferentes funções e distribuições nos tecidos. Até o presente momento, sabe-se que os genes regulados pelos PPARs participam principalmente da regulação de proteínas chave, envolvidas no metabolismo intra e extracelular de lipídeos, oxidação de ácidos graxos e processos inflamatórios. O PPARalfa, em especial, é expresso em vários tecidos metabolicamente ativos, incluindo fígado, rim, coração, músculo esquelético, tecido adiposo e nos macrófagos que além de fazerem parte do sistema imunológico, possuem um papel importante no metabolismo lipídico. Pela sua influência na regulação lipídica e pelo fato da sua atividade ser facilmente modulada por drogas sintéticas, o PPARalfa é considerado um alvo muito importante para o tratamento eficaz das dislipidemias.Desordens lipídicas têm sido relatadas em pacientes humanos e até mesmo em cães domésticos com Leishmaniose Visceral (LV) ativa. A LV no Brasil é uma doença parasitária causada pela infecção de macrófagos do hospedeiro pelo protozoário Leishmania infantum chagasi e transmitida pelo flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, tendo como principais reservatórios os canídeos selvagens e cães domésticos.O presente projeto tem por objetivo realizar um estudo populacional caso-controle, buscando relacionar a presença de mutações específicas (L162V, V227A, intron2 T/C e intron 7 G/C) no gene que codifica PPARalfa em humanos com os níveis lipídicos séricos; e também com a infecção por Leishmania infantum chagasi em pacientes provenientes das áreas endêmicas de Teresina - PI e Bauru - SP. Além disso, serão realizados estudos in vitro de interação parasita-macrófago em macrófagos humanos incubados com promastigotas de Leishmania infantum chagasi na presença de agonistas sintéticos do PPARalfa, com o intuito de avaliar o efeito desses agonistas na carga parasitária encontrada nos macrófagos infectados.