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Análise da regeneração nervosa e da recuperação funcional em ratos com lesão por axonotmese sob ação do laser de baixa potência

Processo: 10/20291-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2011
Vigência (Término): 30 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Thiago Luiz de Russo
Beneficiário:Andriette Camilo Turi
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Terapia a laser de baixa intensidade   Nervo isquiático   Reabilitação (terapêutica médica)

Resumo

As lesões nervosas periféricas são ocorrências clínicas comuns que afetam principalmente os nervos que percorrem os membros gerando incapacidade. O laser de baixa potência (LBP) vem sendo indicado como um recurso terapêutico eficaz na regeneração nervosa periférica. Um recente estudo do nosso laboratório mostrou que o LBP, com comprimento de onda de 660 nm e densidades de energia entre 10, 60 e 120 J/cm2, é efetivo na recuperação neuromuscular, evita a atrofia do músculo esquelético e ativa enzimas de remodelamento da matriz extracelular (MEC) no músculo e no nervo periférico. O presente projeto baseou-se neste estudo anterior, tendo a intenção de caracterizar os efeitos temporais do uso do LBP 660 nm 60 J/cm2 na regeneração nervosa periférica, além de compreender quais são os mecanismos que estão envolvidos nesse processo. Portanto, o objetivo do nosso estudo será analisar o efeito do LBP (660 nm 60 J/cm2) aplicado sobre o nervo isquiático esmagado na regeneração nervosa e na recuperação funcional após 7, 15 e 21 dias de lesão. Para este estudo serão utilizados 70 ratos Wistar (250g). Os nervos isquiáticos serão esmagados, usando uma pinça de pressão controlada gerando uma axonotmese. Os grupos serão divididos em: normal; lesão nervosa + LBP simulado diariamente nos 7, 15 e 21 dias pós-lesão; e lesão nervosa + LBP 660 nm 60 J/cm2 irradiado diariamente nos 7, 15 e 21 dias pós-lesão. Para análise funcional será realizado um teste de marcha em pista (walking-track analysis). Os animais serão eutanaziados em 7, 15 ou 21 dias pós-lesão, de acordo com seus grupos. Os nervos isquiáticos serão removidos e processados. Cortes histológicos dos nervos serão corados com Tricrômio de Masson e Azul de Toluidina para avaliação da morfologia geral. Análises morfométricas da área de secção transversa (AST) das fibras nervosas, bainhas de mielina e axônios serão realizadas no nervo após impregnação com tetróxido de ósmio. Fragmentos nervosos serão utilizados para avaliar a atividade de metaloproteinases de matriz (MMPs) pela técnica de zimografia. As MMPs (2 e 9) são enzimas de remodelamento da MEC que permitem o crescimento axonal. Para análise estatística os dados serão submetidos a testes de homogeneidade (Levene) e normalidade (Shapiro-Wilk). Caso paramétricos, os dados serão submetidos aos testes Anova one-way seguido por Tukey. Um nível de significância de 5% será adotado. (AU)