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Fatores determinantes da fragilidade e sobrevida de idosos residentes no Município de São Paulo, SP, Brasil

Processo: 11/05780-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 30 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Maria Lúcia Lebrão
Beneficiário:Luciana Correia Alves
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Saúde do idoso   Geriatria   Modelos estatísticos   Fatores de risco

Resumo

O processo de transição demográfica e epidemiológica acarreta importantes mudanças no perfil de saúde da população que passa a experimentar uma maior prevalência e incidência de doenças crônico-degenerativas, incapacidade funcional e fragilidade. Atualmente, a fragilidade se configura e se consolida como um importante problema de saúde pública, entre os idosos, de dimensões nacionais e regionais. Um importante impedimento para o desenvolvimento de intervenções específicas em fragilidade tem sido uma compreensão incompleta da sua epidemiologia. As pesquisas são escassas pela ausência de uma definição operacional válida e padronizada. Pouco é conhecido sobre o risco de transição do estado de pré-fragilidade para o estado de fragilidade ao longo do tempo, assim como o tempo gasto na transição do estado de pré-frágil para frágil, os determinantes causais e os fatores responsáveis por minimizar ou retardar este processo. Sendo assim, o objetivo deste projeto é analisar os fatores determinantes da pré-fragilidade e fragilidade em 2010, entre idosos de 60 anos e mais em 2006, residentes no município de São Paulo, assim como investigar a incidência, os fatores de risco e o tempo de sobrevida para a condição de fragilidade. O estudo será desenvolvido por meio do acompanhamento da população idosa com 60 anos e mais de idade no ano de 2006, residentes na área urbana do município de São Paulo que participaram do Estudo SABE em 2000 e que foram localizadas e entrevistadas novamente em 2006 até o ano de 2010. A condição de fragilidade será definida por: perda de peso não intencional, diminuição da força muscular, queixa de fadiga ou exaustão, diminuição da velocidade da marcha e baixo nível de atividade física. Será construído um índice de fragilidade em uma escala contínua (0 a 5), considerando a presença ou ausência de cada um dos cinco componentes descritos. A presença de três ou mais desses componentes determinará a condição de frágil, ao passo que, um ou dois definirá a pré-fragilidade e sua ausência caracterizará o fato do indivíduo não ser frágil. Serão utilizadas também informações sobre as variáveis demográficas, socioeconômicas, de saúde, de relações sociais, de estilo de vida, de rede de suporte social, condição de moradia, situações de violência, sobrecarga de cuidadores, qualidade de vida, equilíbrio, flexibilidade, força muscular, de dados antropométricos e desfechos adversos, tais como institucionalização e óbito.Para análise dos dados serão calculadas estatísticas descritivas, prevalências e taxas de incidência de fragilidade ao longo do período do acompanhamento. Serão construídas curvas de sobrevida pelo método Kaplan-Meier e o Modelo de Cox de riscos proporcionais será aplicado para avaliar os fatores associados à fragilidade, visando verificar o efeito de potenciais fatores para o tempo decorrido entre a transição de 1 a 2 para 3 ou mais critérios. Modelos de regressão logísticos binários serão realizados para analisar a influência dos fatores determinantes no risco de desenvolvimento da condição de fragilidade e de cada critério de fragilidade e a associação entre fragilidade e os desfechos clínicos adversos (quedas, hospitalização, incapacidade funcional, institucionalização e óbito) ao longo do acompanhamento.