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Perspectivas psicológicas e epistemológicas em Aristóteles

Processo: 11/07035-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 03 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Roberto Bolzani Filho
Beneficiário:Evan Robert Keeling
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/16877-3 - Filosofia grega clássica: Platão, Aristóteles e sua influência na Antiguidade, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):13/18513-4 - Aristóteles sobre percepção, phantasia e ceticismo, BE.EP.PD
Assunto(s):Aristotelismo

Resumo

Minha pesquisa recente tem por foco as perspectivas psicológicas e epistemológicas de Aristóteles e, em um grau menor, as de Platão. Eu planejo continuar estes pontos para os próximos anos de pesquisa. Um primeiro ponto a ser abordado, e que já foi em parte desenvolvido em minha tese, é que Aristóteles crê que um surpreendentemente grande número de seus predecessores de uma forma ou outra se comprometeu com o ceticismo. Muito do debate posterior entre os céticos e os dogmáticos está prefigurado no Livro IV da Metafísica de Aristóteles, inclusive vários dos Modos de Enesidemo. Pretendo examinar a natureza desse ceticismo e ver como ele se relaciona com o ceticismo posterior que encontramos na obra de Sexto Empírico. Para tanto, desenvolvo também o que penso ser a noção aristotélica de phantasia, que, a meu ver, está diretamente ligada a este campo de discussão. Um segundo ponto de exame é, justamente, o da natureza e função da phantasia. Penso que a teoria de Aristóteles da phantasia não foi adequadamente interpretada, ao ser vista como uma teoria da imaginação ativa, ao passo que, de fato, a meu ver, Aristóteles sustenta uma teoria do aparecer. Argumento, conseqüentemente, que a teoria aristotélica da phantasia é sobre o aparecer, em que aparecer é entendido como ter uma qualidade de tipo perceptivo (parte da minha argumentação está dirigida contra a compreensão mecânica de Victor Caston, bem como contra a leitura que Robert Bolton propões da phantasia). Em um terceiro momento, pretendo examinar Protágoras enquanto um filósofo proto-cético. A meu ver, Aristóteles não toma Protágoras como um infalibilista", mas sim como um relativista acerca dos fatos. (AU)