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Efeitos da privação de sono sobre a modulação das populações celulares infiltrantes do microambiente tumoral e da produção de citocinas em modelo murino experimental de metástase

Processo: 11/07761-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Deborah Suchecki
Beneficiário:Laís de Oliveira Marchioro
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psiconeuroimunologia   Estresse psicológico   Neoplasias   Privação de sono

Resumo

A privação de sono (PS) é considerada um fator estressante, pois induz aumento das concentrações de glicocorticóides (GC) em humanos (cortisol) e em roedores (corticosterona), por meio da ativação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), o que pode levar a uma série de distúrbios resultantes da secreção prolongada e/ou aumentada de GC. Alguns estudos relacionam quadros de infecção e inflamação a estados de letargia e sonolência, e outros indicam que indivíduos privados de sono apresentam maior suscetibilidade a infecções. Estes dados levaram ao interesse na interação entre sono e sistema imunológico. Tendo em vista que, o estresse está associado com a redução funcional de células T citotóxicas e células NK, processos como a vigilância imunológica contra tumores, mecanismos de estabilidade genômica e mutações somáticas são afetados. Dessa maneira, a ativação persistente do eixo HPA em resposta ao estresse, pode contribuir para o desenvolvimento e progressão de alguns tipos de câncer. Sendo assim, o presente estudo tem o objetivo de averiguar os efeitos da privação de sono paradoxal sobre a modulação das populações imunológicas infiltrantes do micro-ambiente tumoral em modelo de metástase experimental do melanoma murino B16F10. Para isso, camundongos machos da linhagem C57BL/6, inoculados com a linhagem de melanoma murino, serão submetidos ao protocolo de privação de sono por 72h, pelo método das plataformas múltiplas modificado. Posteriormente, as populações imunológicas infiltrantes do micro-ambiente tumoral, bem como as citocinas produzidas, serão avaliadas por citometria de fluxo e pelo método de ELISA, respectivamente. (AU)