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Verificação da presença da Nattectina, lectina tipo c em órgãos e tecido do peixe Thalassophryne nattereri

Processo: 11/08061-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Monica Valdyrce dos Anjos Lopes Ferreira
Beneficiário:Adriano Gonçalves
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:98/14307-9 - Center for Applied Toxinology, AP.CEPID
Assunto(s):Toxinas   Peixes   Imunidade   Lectinas

Resumo

As lectinas tipo C formam um grupo de proteínas ligantes de carboidrato estruturalmente heterogêneo que compreende distintas famílias de proteínas evolutivamente relacionadas, são particularmente interessantes por possuírem características biológicas, farmacológicas e bioquímicas. Atuam como receptor de reconhecimento de padrões, desempenham um importante papel na imunidade inata, reconhecendo ligantes exógenos, tais como glicanas na superfície do vírus, bactérias, fungos e protozoários, agindo assim como moléculas de reconhecimento e funções efetoras envolvente, como imobilização, opsonização e fagocitose dos agentes patogénicos potenciais. Recentemente em nosso laboratório foi identificada uma proteína apresentando homologia às lectinas tipo C, denominada de Nattectina, esta foi encontrada no veneno do peixe Thalassophryne nattereri. O peixe da espécie Thalassophryne nattereri é encontrado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e é conhecido pelo fato de causar acidentes em banhistas e pescadores dessas regiões após inocular o seu veneno, principalmente nas mãos ou nos pés das vítimas. A Nattectina apresenta massa molecular de 15 kDa e através da análise do domínio CRD (QPD, GLn-Pro-Asp) e N-terminal da seqüência de aminoácidos, foi observado que a nattectina apresenta afinidade por estruturas terminais em galactose ou glicanas terminadas em N-acetilgalactosamina (GalNAc), semelhante ás galactinas. Embora as lectinas sejam descritas principalmente por possuírem atividade hemaglutinante de bactérias ou parasitos, destacam-se também como moléculas promotoras de comunicação entre células do sistema imune, como reguladoras da migração celular, na captação e apresentação de antígenos e na adesão celular. Estudos experimentais com a Nattectina observaram-se a capacidade de induzir resposta imune inata e específica do tipo Th1 em camundongo, mediante a maturação e ativação de células dendríticas mielóides e também apresentam a capacidade de induzir a acumulação de neutrófilos no peritônio, demonstrando como um importante mecanismo de defesa contra patógenos e parasitos. Entretanto, as lectinas em peixes, tem sido descritas nos tecidos (epitélio branquial, interstício renal, sinusoide hepático, sub-mucosa intestinal e pele) e associadas como uma importante defesa do hospedeiro. O veneno de T. nattereri e suas toxinas vêm sendo amplamente estudados em nosso laboratório, quanto a diferentes aspectos, como: efeitos tóxicos causados nas vítimas humanas e em modelos experimentais, aspectos bioquímicos e farmacológicos e a capacidade de indução de anticorpos neutralizantes para os principais efeitos tóxicos em camundongos e os mecanismos imunológicos envolvidos nesta resposta. Como parte do complemento deste estudo, o objetivo do presente trabalho será evidenciar os diferentes locais de expressão da nattectina em diferentes órgãos e tecidos do peixe T. nattereri como: epitélio branquial, sinusoide hepático, submucosa intestinal, pele e plasma sanguíneo.