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Avaliação do envolvimento de galectina-3 na montagem da resposta imune em microambientes tumorais de fibrossarcomas induzidos por 3-metilcolantreno, com ênfase na Resposta Th17

Processo: 11/06373-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2011
Vigência (Término): 30 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Roger Chammas
Beneficiário:Ana Flávia Garcia Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Microambiente tumoral   Galectina 3   Fibrossarcoma   Oncologia

Resumo

O câncer, também denominado tumor ou neoplasia maligna, é um conjunto de doenças que resulta do desarranjo dos mecanismos de controle celular, o que, em última análise, comumente gera crescimento celular, invasão e comprometimento funcional de tecidos e órgãos em que se encontra. Um tumor é constituído por células neoplásicas e por um estroma reativo, formado por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos, um número variado de células das imunidades inata e adquirida, fibroblastos, células endoteliais, mediadores químicos etc. No estroma, as células imunológicas desempenham um importante papel, atuando por meio da expressão de citocinas típicas de reações inflamatórias, tais como quimiocinas, TNF, IL-1, IL-6 IL-12, IL-17 e IFN-³, e são moduladas por proteínas como a galectina-3 (gal-3), foco do presente estudo.Sabe-se que a galectina-3 atua em muitas condições patológicas, tais como artrites, doenças auto-imunes e processos neoplásicos. Nos exemplos citados, estudos mostram que animais nocautes para gal-3 apresentam quadros menos graves das doenças em comparação com animais selvagens para gal-3.Os mecanismos de atuação da galectina-3 no microambiente tumoral ainda estão sendo elucidados, sobretudo no que se refere à modulação das citocinas que serão liberadas. Nesse sentido, tem sido matéria de estudo o envolvimento da galectina-3 no microambiente tumoral induzido pela inoculação de um carcinógeno completo denominado 3-metilcolantreno (3-MCA). Trata-se de um hidrocarboneto policíclico aromático que pode levar à geração de tumores, geralmente fibrossarcomas. Sabe-se que o 3-MCA, ao ligar-se a um receptor aril-hidrocarboneto (ARH), presente em células tumorais, desencadeia uma cascata de reações que levam à diferenciação de células T em células Th17 e, portanto, à produção e liberação de IL-17.Em trabalhos anteriores do grupo e de acordo com a literatura recente, revelou-se que a ausência da galectina-3 no estroma e nas células tumorais pode ter peso significativo na resposta imune ao tumor, com ênfase na resposta Th17. Os dados indicam que, em modelo tumoral que não possui galectina-3 nas células tumorais e/ou no estroma, ocorre superexpressão de genes de receptores da interleucina 17 (IL17 - IL17RC,IL17RD) ou da citocina (IL17b). Em contrapartida, em modelos cuja expressão da galectina-3 está bloqueada, há ausência de expressão de mediadores ou expressão reduzida dos receptores relacionados as células Th17.Por isso, deseja-se estudar o mecanismo molecular da galectina-3 sobre as células imunológicas Th17 e, portanto, sobre o microambiente tumoral como um todo. O esclarecimento do envolvimento da galectina-3 no desenvolvimento de um tumor visa, precipuamente, elucidar seus mecanismos pró-tumorais e anti-apoptóticos. Esse conhecimento, uma vez elucidado, pode vir a apresentar alta aplicabilidade clínica em terapias anti-neoplásicas, as quais podem ter considerável impacto social.