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O registro paleontológico da Formação Sete Lagoas como documento da história geológica do Neoproterozóico brasileiro

Processo: 11/07203-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Thomas Rich Fairchild
Beneficiário:Evelyn Aparecida Mecenero Sanchez Bizan
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Estromatólitos   Carbonatos   Proterozoico

Resumo

Entre 1,0 e 0,54 Ga, a Terra protagonizou profundas mudanças em todas suas esferas. Mudanças paleoclimáticas (Hoffman et al., 1998a, b) e transformações na composição da água oceânica (Bartley et al., 2001; Anbar & Knoll, 2002), na atmosfera (Canfield, 2005) e na tectônica global (Veizer, 1994) resultaram em uma dinâmica sedimentar diferente (Veizer, 1994; Knoll & Sergeev, 1995; Kah & Knoll, 1996) e exerceram pressões seletivas importantes no surgimento de inovações biológicas das mais significativas (Knoll & Sergeev, 1995; Anbar & Knoll, 2002). Este conjunto de mudanças, peculiares a esse intervalo do tempo geológico, é o que caracteriza a Era Neoproterozoico.Em nível mundial, muitos tipos de fósseis neoproterozoicos já são conhecidos, entre eles estromatólitos, quimiofósseis, microfósseis orgânicos do fitoplâncton (microalgas e acritarcos), cianobactérias bentônicas, além de macroalgas e metazoários basais, seus embriões e icnofósseis. Desses fósseis apresentam registro no Brasil alguns táxons de acritarcos mal preservados (figura 1a), estromatólitos (figura 1b), microbialitos diversos (alguns acompanhados de cianobactérias preservadas por permineralização) (figura 1c) e dois gêneros de metazoários, Corumbella e Cloudina. Todos estes tipos de fósseis foram encontrados, principalmente, nas unidades sedimentares do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, principalmente nas faixas dobradas Paraguai, Brasília e Ribeira e sobre os Crátons São Francisco e Amazônico.Mesmo assim, o potencial destes fósseis como ferramenta para esclarecer questões da estratigrafia, história geológica e evolução biológica do Brasil no Neoproterozoico ainda foi pouco explorado. Por isso, propõe-se aqui investigar a fundo as ocorrências fossilíferas da Formação Sete Lagoas, que é provavelmente a mais conhecida e mais extensa unidade sedimentar sabidamente fossilífera do Neoproterozoico brasileiro. Seu registro fossilífero, além de abundante, está geralmente bem preservado e de fácil acesso. Outro fator importante em seu estudo é sua variação faciológica tanto horizontal, quanto verticalmente.A meta desta pesquisa é investigar as evidências paleontológicas (tabela 1) da Formação Sete Lagoas e inseri-las no contexto paleobiológico-estratigráfico do Neoproterozoico mundial. Para alcançar esta meta, pretende-se verificar o registro paleontológico desta formação em três sucessões distintas, já relativamente bem documentadas dos pontos de vista estratigráficos e isotópicos.