Busca avançada
Ano de início
Entree

Ácidos graxos de cadeia curta (SCFA) como moduladores da resposta inflamatória na lesão renal aguda e crônica experimental

Processo: 11/01016-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2011
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:Vinicius de Andrade Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/07139-3 - Investigando o papel da heme-oxigenase 1 em diferentes processos inflamatórios renais em modelos animais, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):13/00962-7 - Papel da sinalização via mTOR na diferenciação, ativação e polarização de Linfócitos T CD4+ induzida por ácidos graxos de cadeia curta, BE.EP.DR
Assunto(s):Nefrologia   Ácidos graxos voláteis   Lesão renal aguda

Resumo

A insuficiência renal aguda (IRA), prevalente em 6-19% dos pacientes internados e com mortalidade entre 40-70%, é caracterizada pela deterioração da função renal em um curto período de tempo, sendo causada principalmente devido à lesão de isquemia e reperfusão e/ou a sepse. Num contexto mais amplo, uma lesão renal aguda (LRA) envolve a liberação de espécies reativas de oxigênio (ERO), de citocinas pró-inflamatórias e quimiocinas pelas células tubulares renais, e ativação de macrófagos, de células dendríticas residentes no rim e de neutrófilos recrutados, sendo caracterizada, portanto, como um evento inflamatório. Atualmente, sugere-se que a LRA, que culmina com IRA, pode estar associada ao desenvolvimento da doença renal crônica (DRC). A persistência deste estado inflamatório está intimamente associada ao desenvolvimento da fibrose renal na DRC pela indução da transição epitélio mesenquimal (TEM). Atualmente o desenvolvimento de terapias para tratamento da IRA não tem obtido em humanos, o mesmo sucesso observado em animais. Portanto, há necessidade de se descobrir novos alvos terapêuticos para o tratamento da IRA e da DRC. Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) são produtos finais liberados após a fermentação de carboidratos pela microbiota intestinal e são reconhecidos pelos receptores acoplados a proteína G (GPCR), os GRP41 e 43. Têm sido atribuídos aos AGCC papéis antiinflamatórios, como a inibição da produção de citocinas e proliferação de linfócitos. Visto que a LRA é um evento inflamatório sistêmico, com repercussões em diversos órgãos, nós postulamos a hipótese de que os AGCC poderiam modular esta resposta, com repercussões a curto e em longo prazo na função renal. Assim, o objetivo do presente trabalho é avaliar o papel de diferentes AGCC (butirato, propionato e acetato) em lesões renais agudas e crônicas em diferentes modelos experimentais in vivo e in vitro, com ênfase na modulação da resposta inflamatória e na citoproteção. Inicialmente, nós avaliaremos o perfil de expressão dos receptores GPR41 e 43 e de moléculas relacionadas à via de metabolismo de ácido graxo em modelos de lesão renal aguda e crônica. Posteriormente, nós intencionamos modular o processo, com os AGCC, previamente a indução da lesão aguda e crônica. Finalmente, nós estudaremos os mecanismos envolvidos nesta modulação tanto in vivo como in vitro, em células tubulares renais submetidas à hipóxia ou à indução de TEM. Usaremos ferramentas de biologia celular e molecular para responder aos nossos objetivos. Assim, nós esperamos que o tratamento com os AGCC atenue os parâmetros avaliados como função renal, preserve a histomorfologia renal e diminua a produção de citocinas inflamatórias, além de reduzir o processo crônico cicatricial. A descoberta de novos mecanismos envolvidos no processo de LRA abre perspectivas para o desenvolvimento de terapias alternativas visando às diminuições da incidência de IRA e da taxa de mortalidade dos pacientes hospitalizados.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ANDRADE-OLIVEIRA, VINICIUS; AMANO, MARIANE T.; CORREA-COSTA, MATHEUS; CASTOLDI, ANGELA; FELIZARDO, RAPHAEL J. F.; DE ALMEIDA, DANILO C.; BASSI, ENIO J.; MORAES-VIEIRA, PEDRO M.; HIYANE, MEIRE I.; RODAS, ANDREA C. D.; PERON, JEAN P. S.; AGUIAR, CRISTHIANE F.; REIS, MARLENE A.; RIBEIRO, WILLIAN R.; VALDUGA, CLAUDETE J.; CURI, RUI; RAMIREZ VINOLO, MARCO AURELIO; FERREIRA, CAROLINE M.; SARAIVA CAMARA, NIELS OLSEN. Gut Bacteria Products Prevent AKI Induced by Ischemia-Reperfusion. JOURNAL OF THE AMERICAN SOCIETY OF NEPHROLOGY, v. 26, n. 8, p. 1877-1888, AUG 2015. Citações Web of Science: 93.
Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
OLIVEIRA, Vinicius de Andrade. Ácidos graxos de cadeia curta, produtos do metabolismo da microbiota intestinal, protegem da lesão renal aguda.. 2014. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Ciências Biomédicas São Paulo.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.