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Síndrome metabólica em mulheres na pós-menopausa tratadas de câncer de mama

Processo: 11/02459-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2011
Vigência (Término): 30 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Eliana Aguiar Petri Nahás
Beneficiário:Bruno da Rosa de Almeida
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Menopausa   Fatores de risco para doença cardiovascular   Neoplasias mamárias   Síndrome metabólica

Resumo

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais freqüente no mundo e de maior prevalência entre as mulheres. Longo tempo de seguimento é recomendado após o diagnóstico e tratamento do câncer de mama; e com o envelhecer o risco de co-morbidades aumenta. Estratégias atuais anticancer têm contribuído para o aumento na sobrevida de pacientes oncológicos e em alguns casos o câncer torna-se uma "doença crônica". Estudos indicam que as pacientes sobreviventes de câncer mama são de elevado risco para doença cardiovascular (DCV), osteoporose e diabetes; reconhecidamente uma população vulnerável. Assim, com o aumento da expectativa de vida das mulheres tratadas de câncer de mama, semelhantemente aquelas sem câncer, o risco de morte por DCV aumenta. A DCV, mormente a doença arterial coronariana (DAC), apresenta risco que aumenta ao longo de toda a vida, com especial incremento em mulheres na pós-menopausa, quando ocupam o primeiro lugar como causa de mortalidade. A síndrome metabólica sabidamente associa-se com o aumento no risco de desenvolvimento de DCV e diabetes tipo II. É definida como um conjunto de fatores de riscos metabólicos que incluem obesidade abdominal, dislipidemia, hipertensão arterial e disglicemia. Com a crescente eficácia no tratamento do câncer de mama, particularmente com uso de terapia antiestrogênica, observa-se aumento na população de sobreviventes do câncer de mama. Essas pacientes têm adicional aumento do risco de síndrome metabólica, resultante do excesso de adiposidade e efeitos dos tratamentos. Evidências sugerem que certos tipos de tratamento do câncer poderiam aumentar o risco de desenvolvimento da SM nas sobreviventes. Terapia antiestrogênica para o câncer de mama pode associar-se com efeitos adversos sobre o perfil lipídico e o fígado. Elevações nos marcadores inflamatórios sistêmicos da DCV e a presença de SM têm sido associadas com redução na sobrevida de mulheres com câncer de mama. Objetivo Geral : Avaliar o risco de síndrome metabólica em mulheres na pós-menopausa tratadas de câncer de mama acompanhadas no Centro de Avaliação em Mastologia da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP. Objetivo Específico: Avaliar a ocorrência e os indicadores da síndrome metabólica em mulheres na pós-menopausa tratadas de câncer de mama. Métodos: Trata-se de estudo clínico, analítico, transversal e comparativo. Serão incluídas no grupo de estudo mulheres com: (1) data da última menstruação há pelo menos 12 meses e idade ³ 45 anos; (2) diagnóstico histológico de câncer de mama; (3) ter completado tratamentos cirúrgico, radioterápico, hormonioterápico e quimioterápico (quando indicado); (4) estar livre de doença há pelo menos cinco anos; (5) não etilista e não drogaditas. O grupo controle, na proporção de 1:3 controles, será constituído de mulheres com data da última menstruação há pelo menos 12 meses e idade ³ 45 anos, sem câncer de mama, não etilista e não drogaditas, pareadas pela idade e índice de massa corpórea. Serão coletados, por meio de entrevista, dados clínicos referentes ao risco cardiovascular e antropometria, além de dados sobre o câncer de mama e o perfil lipídico. Serão consideradas com síndrome metabólica as mulheres que apresentaram três ou mais critérios diagnósticos propostos pelo US National Cholesterol Education Program(NCEP): Adult Treatment Panel III (NCEP-ATP III) (2001): circunferência da cintura > 88 cm; triglicerídios acima 150 mg/dL; HDL colesterol < 50 mg/dL; pressão sanguínea acima 130/85 mmHg; glicemia de jejum acima 100 mg/dL ou sob terapia. Espera-se que com o projeto de avaliação do risco de síndrome metabólica em mulheres na pós-menopausa tratadas de câncer de mama possa-se identificar as pacientes de risco cardiovascular propondo assim medidas preventivas efetivas na redução da ocorrência da doença manifesta, principal causa de mortalidade na população estudada, repercutindo consideravelmente na qualidade de vida das pacientes.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ELIANA AGUIAR PETRI NAHAS; BRUNO DA ROSA DE ALMEIDA; DANIEL DE ARAÚJO BRITO BUTTROS; HELOÍSA DE LUCA VÉSPOLI; GILBERTO UEMURA; JORGE NAHAS-NETO. Síndrome metabólica em mulheres na pós-menopausa tratadas de câncer de mama. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 34, n. 12, p. 555-562, Dez. 2012.

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