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Calibração de metalicidades de estrelas sub-anãs pobres em metais baseada em companheiras binárias

Processo: 11/03658-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Astrofísica Estelar
Pesquisador responsável:Silvia Cristina Fernandes Rossi
Beneficiário:Viviane Salvador Alves
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/50930-6 - Evolução química e populações estelares galácticas e extragalácticas, por espectroscopia e imageamento, AP.TEM
Assunto(s):Estrelas   Populações estelares

Resumo

As estrelas de baixa massa constituem os objetos estelares mais numerosos na Galáxia e com tempos de vida de sequência principal que excedem a atual idade do Universo. Sendo assim, mostram-se grandes laboratórios para estudo da estrutura e evolução da Galáxia. Como as estrelas de baixa massa estão se tornando locais cada vez mais importantes para procura de planetas, a eficiência observacional de tais buscas pode ser amplamente aumentada com o conhecimento prévio da metalicidade estelar, uma vez que existem indicações de que estrelas anãs M com planetas conhecidos tenham metalicidade sub-solar ( p. ex. Bean et al. 2006). Com o advento de grandes surveys como o SDSS e 2MASS, a amostra de dados fotométricos e espectroscópicos para anãs de baixa massa tem crescido significativamente, com especial destaque para as sub-anãs pobres em metais. As metalicidades desses objetos, juntamente com suas distribuições cinemáticas, estabelecem importantes restrições sobre a estrutura e composição do halo da Galáxia. O presente projeto prevê o refinamento da calibração de metalicidades de estrelas sub-anãs pobres em metais que se apresentam em sistemas binários com grandes movimentos próprios. Os pares consistem em uma sub-anã M e uma estrela mais massiva (F ou G, e muitas vezes K). Como admite-se que as binárias partilham a mesma metalicidade (tiveram origem a partir da mesma nuvem mãe), a composição da estrela mais massiva (a qual pode ser obtida precisamente via modelos teóricos) pode ser aplicada à companheira sub-anã M. Alguns desses estudos têm utilizado espectroscopia no óptico e infra-vermelho para amarrar características espectroscópicas a uma escala de metalicidades (p.ex., Bean et al. 2006; Woolf et al. 2009; Rojas-Ayala et al. 2010). Este trabalho já dispõe de algumas observações feitas nos observatórios MDM e KPNO que já podem ser utilizadas para análise. A amostra deve ser aumentada com pedidos de tempo adicionais no espectrógrafo Goodman no SOAR. As estrelas F/G que fazem pares com as estrelas sdM podem ter suas metalicidades estimadas a partir de índices com base nas forças das bandas de CaH e TiO. Espera-se que a análise cinemática dos objetos observados e seja feita durante a fase de doutorado da candidata. (AU)