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Avaliação da imitação de ação motora em pacientes com epilepsia

Processo: 11/08063-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2011
Vigência (Término): 31 de março de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Radiologia Médica
Pesquisador responsável:Edson Amaro Junior
Beneficiário:Claudia Franco de Olim Marote
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/56464-9 - Centro de Imagem em Neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, AP.CINAPCE.TEM
Assunto(s):Epilepsia   Aprendizagem motora   Neuroimagem   Ressonância magnética

Resumo

Pacientes com epilepsia tratados com medicamentos anticonvulsivantes apresentam lentificação motora (Dodrill, 1988) e comprometimento cognitivo e de coordenação motora (Perucca et al., 2009). Estes pacientes apresentam dificuldades no aprendizado motor, seja por condição das alterações intrínsecas relacionadas à epilepsia, ou por ação de medicamentos anticonvulsivantes levando a lentificação motora (Boelen et al, 2005). Por outro lado a aprendizagem pela observação é a habilidade cognitiva fundamental que permite a aquisição de muitas habilidades sem o processo exaustivo de aprendizagem por tentativa e erro. Neste tipo de aprendizagem a imitação está envolvida. Pacientes com epilepsia podem apresentar alterações nesta capacidade em função do comprometimento do sistema motor - mas isto ainda não foi investigado especificamente, ou associada a análise de participação de redes cerebrais por neuroimagem. Durante a tentativa de execução de um padrão motor novo pela imitação, a ação observada é decomposta em atos motores elementares que ativa, via mecanismos espelho (ressonância), a correspondente representação motora em PF e PMV estendendo-se a IFG. Uma vez ativadas, estas representações motoras são recombinadas, de acordo com o modelo observado pelo córtex pré-frontal. Esta recombinação acontece dentro do circuito fronto-parietal inferior que ficou conhecido como Sistema de Neurônios Espelho, com a área BA46 exercendo um papel orquestrante fundamental (Buccino et al., 2004; Rizzolatti e Craighero, 2004). Pacientes com epilepsia, especialmente do tipo Rolândico, em função de seu comprometimento motor, podem ter este processo alterado. A rede CInAPCe oferece oportunidade única de estudar as alterações do processo de aprendizado motor utilizando análise concomitante do paciente durante a imitação de ações realizadas por outro indivíduo, enquanto a atividade cerebral de ambos é observada por aparelho de RM de alto campo. Este aspecto é somente possível através da técnica de hyperscanning (Montague et al., 2002). Estudos de neuroimagem envolvendo imitação utilizam um indivíduo dentro do equipamento de ressonância magnética que deve executar as ações de um vídeo. Apesar de envolver o processo de aprendizado, este tipo de trabalho não envolve uma interação social de fato, uma vez que a influência do aprendiz no comportamento daquele que está ensinando não pode ser contemplada (em geral são vídeos pré-gravados). A técnica de hyperscanning (registro simultâneo de duas pessoas, cada uma em um equipamento de ressonância magnética, em interação) é sensível a variações da atividade encefálica que acontece durante esta interação. Estas variações podem ocorrer independentemente do padrão temporal de um paradigma de fMRI, ou seja, independente da sincronia de atividade cerebral com a tarefa executada (uma premissa básica em experimentos de fMRI). Assim, tanto relacionada à um comportamento detectável, ou não, este tipo de atividade pode ser demonstrada se correlacionarmos diretamente o sinal da imagem entre os dois indivíduos. Isto pode ser feito simplesmente com cálculo de coeficiente de correlação (Hasson et al., 2004) onde um padrão de atividade em um encéfalo que é consistentemente correlacionado com uma atividade similar no outro encéfalo (Montague et al., 2002); ou mais elaboradamente, com análise de conectividade através de análise de causalidade de Granger (Sato et al., 2006).Mecanismos adaptativos do sistema motor podem não seguir simplesmente o padrão temporal de um paradigma de RMf, e o estudo em detalhe da complexidade dos processos de aprendizado requerem como parâmetro o 'input' de ação da outra pessoa (de que se 'aprende' a ação). Assim propomos a avaliação da aprendizagem de ação motora pela interação social (imitação) em voluntários normais e pacientes com epilepsia Rolândica pela técnica de hyperscanning. (AU)

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