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Crotalfina: análogos fluorescentes e estudo de seu mecanismo de ação em culturas e co-culturas de neurônios e queratinócitos

Processo: 11/09333-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Yara Cury
Beneficiário:César Manuel Remuzgo Ruiz
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07467-1 - CeTICS - Centro de Toxinas, Imuno-Resposta e Sinalização Celular, AP.CEPID
Bolsa(s) vinculada(s):14/24245-5 - Efeito de crotalfina sobre culturas celulares agregantes de cérebro de rato, BE.EP.PD
Assunto(s):Crotalfina   Receptores opioides   Receptores de canabinóides   Nociceptividade   Queratinócitos

Resumo

A crotalfina é um peptídeo de 14 aminoácidos,inicialmente isolado do veneno da serpente C. d. terrificus, que apresenta atividade antinociceptiva de longa duração (3-5 dias) quando administrada p.o., por via i.v. ou s.c. O efeito antinociceptivo é mediado pela ativação de receptores opióides periféricos do tipo kappa (modelos de dor aguda), ou kappa e delta (dor crônica). Resultados preliminares, obtidos em ensaios de "binding" utilizando naloxona marcada, indicam que a crotalfina não é capaz de ativar diretamente os receptores opióides. Adicionalmente, dados recentes obtidos em nosso laboratório, têm evidenciado o envolvimento de receptores canabinóides nesta ação antinociceptiva. Apesar destes resultados,os alvos moleculares deste peptideo não são ainda conhecidos. Assim, o objetivo deste projeto é ampliar a caracterização dos mecanismos moleculares envolvidos na ação da crotalfina, avaliando: (a) a possível interação com receptores opióides e canabinóides. Para tanto, serão realizados estudos de co-localização entre a crotalfina e estes receptores, por meio de ensaios de imunofluorescência, utilizando anticorpos específicos para receptores opióides e canabinóides presentes em neurônios e queratinócitos e crotalfina marcada com carboxifluoresceina; (b) ainda utilizando esta mesma abordagem experimental, investigar sua internalização e tráfego em culturas de neurônios e queratinócitos e os mecanismos envolvidos nestes processos. Para isso, sintetizaremos a crotalfina, seu análogo de D-aminoácidos e seu análogo marcado com carboxifluoresceina; (c) a possível liberação de opióides endógenos, induzida pela crotalfina. Para tanto, a liberação destes peptídeos será quantificada no sobrenadante de culturas e co-culturas de neurônios e queratinócitos tratadas com crotalfina, usando cromatografia líquida e espectrometria de massas. (AU)