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Mecanismos da disfunção erétil na insuficiência cardíaca

Processo: 11/10430-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência (Início): 01 de junho de 2011
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Fernando Silva Carneiro
Beneficiário:Fernando Silva Carneiro
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/17362-4 - Mecanismos da disfunção erétil na insuficiência cardíaca, AP.JP
Assunto(s):Farmacologia clínica

Resumo

Os índices de disfunção erétil na insuficiência cardíaca (IC) são extremamente altos, alcançando o patamar de 89% em alguns estudos. Vários mecanismos são propostos como possíveis causadores da disfunção erétil (DE) associada à IC. A capacidade limitada do paciente com IC para o exercício físico e a doença coronariana em conseqüência de elevada carga aterosclerótica são consideradas os principais mecanismos causadores da DE na IC. Contudo, estudos recentes sugerem que mecanismos distintos a estes propostos possam estar envolvidos. Embora os índices de DE em pacientes com IC sejam alarmantes e a associação entre as duas doenças seja claramente estabelecida, nenhum estudo experimental ou em humanos até o presente momento avaliou os efeitos da IC sobre o tecido cavernoso, e os mecanismos responsáveis pela DE nessa patologia. Considerando os altos índices de DE em pacientes com IC e a complexa relação entre DE e doenças cardiovasculares, torna-se imperativo o estudo dos mecanismos responsáveis pela DE na IC, visando a identificação de novos alvos terapêuticos que possam não somente melhorar a qualidade de vida, mas também a sobrevida dos pacientes. Visando preencher as lacunas do nosso atual conhecimento, o presente estudo testará as seguintes hipótese: 1) Animais com IC apresentam aumento da reatividade do tecido cavernoso a estímulos contráteis e diminuição dos mecanismos de relaxamento, causando diminuição da função erétil. A reatividade do tecido cavernoso de animais com IC será determinada utilizando-se estímulos contráteis como fenilefrina e endotelina-1 (ET-1). Além disso, será determinado se a atividade simpática das terminações nervosas no tecido cavernoso de ratos com IC está aumentada. Alterações nos mecanismos de relaxamento do tecido cavernoso ativados pela estimulação da inervação não-adrenérgica-não-colinérgica (NANC) serão determinados, assim como no relaxamento induzido por doadores de óxido nítrico (NO). 2) Testar a hipótese de que animais com IC induzida pela ligadura das artérias coronárias apresentam DE in vivo. Complementando os objetivos específicos da hipótese 1, avaliaremos in vivo a função erétil de animais com IC através da medida do aumento da pressão intracavernosa (ICP/MAP) induzido por estimulação elétrica do nervo cavernoso. Além disso, vários inibidores, agonistas e antagonistas farmacológicos serão administrados in situ na crura dos animais com IC para avaliar os mecanismos intrapenianos responsáveis pela DE. 3) Testar a hipótese de que a disfunção das artérias pudendais que irrigam o tecido cavernoso contribui para a DE na IC. Em 2000, Manabe e colaboradores1 demonstraram que as artérias pudendais são responsáveis por aproximadamente 70% da resistência da vasculatura peniana. Entretanto, os estudos avaliando o papel das artérias pudendais no contexto de DE em diferentes patologias são extremamente escassos, em parte pela dificuldade de isolamento da artéria pudendal e pela falta de treinamento técnico adequado para a realização destes testes. O presente estudo tem o objetivo de testar a hipótese de que a disfunção dessas artérias contribui para a DE em ratos com IC. Para a realização de tais experimentos, contaremos com a experiência de 4 anos de treinamento adquirida no meu estágio junto ao laboratório de fisiologia vascular do Dr. R. Clinton Webb (Augusta, Geórgia, USA, com o qual mantemos colaboração efetiva), no isolamento e avaliação da função dessas artérias. 4) Testar a hipótese de que a lesão cardíaca provocada pela IC induz a liberação de DAMPs mitocondriais, e estes contribuem para a DE. Lesões teciduais, especialmente àquelas relacionadas a processos de isquemia e reperfusão, liberam na circulação DAMPs mitocondriais que ajudam a iniciar o processo inflamatório não mediado por patógenos externos. Avaliaremos a produção de DAMPs mitocondriais após a indução da IC, e através de bloqueios farmacológicos, será determinado o papel que estes fatores exercem no desenvolvimento da DE na IC. (AU)