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Caracterização da resposta SOS de Leptospira interrogans sorovar Copenhageni

Processo: 11/11591-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Paulo Lee Ho
Beneficiário:Luciane Schons da Fonseca
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/51365-0 - Contribuição ao conhecimento de Leptospira interrogans serovar Copenhageni utilizando a informação genômica, AP.TEM
Assunto(s):Leptospira interrogans   Reparo do DNA

Resumo

Leptospira interrogans é o agente etiológico da leptospirose, uma doença disseminada por todo o mundo. Roedores podem liberar a bactéria na urina por toda a vida, e as leptospiras presentes na água podem infectar os humanos através de abrasões na pele. O patógeno pode interagir com agentes danificadores de DNA tanto no meio ambiente quanto em seus hospedeiros. O principal mecanismo que procariotos utilizam para lidar com danos em seu DNA é o sistema SOS, regulado por LexA. Apesar da importância desse sistema, pouco de seu funcionamento é conhecido nas Leptospiras. O objetivo desse trabalho é caracterizar o sistema SOS de L. interrogans serovar Copenhageni. Diversos genes comumente encontrados sob controle de LexA em outros organismos foram selecionados e seus níveis de expressão foram investigados por qPCR antes e depois do tratamento com radiação UV-C. A análise dos dados revelou alguns transcritos com níveis de expressão aumentados após o tratamento, como recA, recN, lexA1, dinP, sulA e ssb2. Surpreendentemente, nenhum gene dos sistemas uvr e ruv tiveram alteração na expressão. Além disso, determinamos que lexA1 é expresso na forma de operon com outros 7 genes, ao contrário do descrito para essa região. Também mostramos a existência de um segundo gene lexA, lexA2, adquirido pelo sorovar Copenhageni por transferência horizontal. Esse gene também responde à UV-C, e possivelmente codifica uma proteína com capacidade de ligação ao DNA e de autoclivagem. Esses resultados sugerem que L. interrogans possui uma resposta complexa a danos no seu material genético, porém distinta de outros organismos já descritos. Assim, a próxima etapa do projeto consistirá na determinação experimental da ligação de LexA1 e/ou LexA2 às regiões promotoras dos genes regulados positivamente por UV-C, além de caracterizar o funcionamento das proteínas através de ensaios in vitro e in vivo. Também faremos análises de ativação dos promotores por ensaios de gene repórter e comparação da expressão gênica de cepas selvagens e mutantes lexA. (AU)

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