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Descrição de novo gênero de crustáceo (Copepoda, Ergasilidae) parasito da bexiga urinária de peixes não migradores em um afluente do corredor ecológico Araguaia-Bananal, Brasil

Processo: 11/09376-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 04 de agosto de 2011
Vigência (Término): 03 de outubro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Pesquisador responsável:Daniele Fernanda Rosim
Beneficiário:Daniele Fernanda Rosim
Anfitrião: Geoffrey Allan Boxshall
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (CEPTA). Instituto Chico Mendes da Conservação de Biodiversidade (ICMBIO). Pirassununga , SP, Brasil
Local de pesquisa : Natural History Museum, London, Inglaterra  
Assunto(s):Zoologia (classificação)   Parasitos   Copépodes   Biodiversidade

Resumo

Um novo gênero e, provavelmente, duas novas espécies de copépodes parasitos da família Ergasilidae serão descritos. Os exemplares foram obtidos do interior da bexiga urinária de traíras, Hoplias malabaricus, e tucunarés, Cichla monoculus. Os peixes foram coletados durante uma expedição coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (CEPTA/ICMBio) ao rio Cristalino (13o22'20.2''S e 50o52'8.5''W), um afluente do rio Araguaia nas proximidades da Ilha do Bananal, Goiás, Brasil. Os objetivos desta proposta, que será desenvolvida durante uma visita científica ao Museu de História Natural de Londres (NHM), são descrever e interpretar a morfologia dos novos táxons, bem como estimar as relações filogenéticas do novo gênero dentro da família Ergasilidae. O cumprimento das metas será viabilizado pelo acesso a laboratórios especializados, excelentes bibliotecas e acervo completo do NHM, bem como pela oportunidade de compartilhar o conhecimento com os mais importantes especialistas em morfologia, sistemática e evolução de copépodes. A descoberta de um copépode parasito na bexiga urinária de peixes é única e inédita para a ciência, e a partir do registro deste novo micro-habitat, os ictioparasitologistas deverão passar a incluir este órgão nos exames de rotina em busca de copépodes. A descrição dos novos táxons enriquecerá o conhecimento sobre a diversidade de copépodes parasitos de peixes do Brasil e, a longo prazo favorecerá o entendimento da evolução desta curiosa associação parasitária. (AU)