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Fluxo de matéria orgânica em comunidades microbianas do sedimento frente a condições de acidificação dos oceanos

Processo: 11/03594-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de outubro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Paulo Yukio Gomes Sumida
Beneficiário:Camila Ortulan Pereira
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Acidificação   Oceanos   Isótopos estáveis   Matéria orgânica   Sedimentologia marinha   Lipídeos

Resumo

O aumento da concentração do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera vem causando o aquecimento global e a acidificação dos oceanos (AO), os quais cada vez mais são reconhecidos como importantes condutores de mudanças em sistemas biológicos. A AO tem o potencial de alterar de inúmeras maneiras a dinâmica biogeoquímica do carbono orgânico e nutrientes no oceano, levando a uma degradação na qualidade da matéria orgânica disponível para os organismos marinhos. Até agora, sabe-se muito pouco sobre como os sedimentos, os organismos que nele vivem e os processos que nele ocorrem vão reagir a mudanças na acidez da água do mar. A presente proposta é um estudo experimental que utiliza uma combinação das técnicas de marcação de isótopos estáveis de carbono e técnicas moleculares com o intuito de seguir a incorporação do carbono orgânico (fitodetrito x microfitobentos) e seu destino através da comunidade microbiana após a chegada de alimento fresco em condições atuais e de baixo pH. Atenção particular foi dada a comunidade bacteriana devido ao fato de serem consideradas agentes primários na degradação da matéria orgânica no sedimento marinho. Para tanto, pretende-se testar as seguintes hipóteses: 1) O material orgânico proveniente do microfitobentos é a principal fonte de carbono para as comunidades microbianas em águas rasas e 2) A AO altera a incorporação do carbono orgânico e a estrutura em comunidades microbianas. Os dados gerados serão extremamente úteis para que se entenda como as mudanças climáticas afetarão o ecossistema marinho. (AU)