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Ocorrência, caracterização fenotípica e genotípica de linhagens de Corynebacterium pseudotuberculosis e Mycobacterium spp. isoladas de linfonodos de ovinos, com e sem linfadenite

Processo: 11/03120-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Marcio Garcia Ribeiro
Beneficiário:Thiago de Oliveira Zamprogna
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças infecciosas em animais   Mycobacterium   Corynebacterium   Linfadenite   Ovinos

Resumo

Com a intensificação da produção de ovinos determinados problemas sanitários tem-se tornado preocupantes na criação da espécie. Dentre estes, a linfadenite caseosa figura dentre as principais doenças que acometem os rebanhos ovinos em todo o mundo (RADOSTITS et al., 2007). Esta doença causa significativos prejuízos econômicos nos criatórios, advindos da depreciação da pele e lã, queda na produção de leite e carne, descarte de precoce de animais e carcaças, bem como pela morte ocasional de animais (WILLIAMSON, 2001; PUGH, 2005). A linfadenite caseosa é causada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis (C. pseudotuberculosis). A doença se caracteriza pela formação de abscessos, particularmente em linfonodos superficiais, como os submandibulares, pré-escapulares, pré-femorais, supramamários e poplíteos. Porém, pode ocorrer também em linfonodos viscerais e em diversos órgãos, causando pneumonia, linfadenite (mesentérica, mediastínica, pré-hepática), pielonefrite, hepatite, abscessos tegumentares ou em outros órgãos (RADOSTITS et al., 2007; RIET-CORREA, 2001). O diagnóstico da linfadenite mais utilizado é o isolamento microbiológico do agente em meios específicos para o seu crescimento. A linfadenite caseosa é considerada um zoonose ocupacional, ocorrendo em profissionais ligados a criação da espécie. O tratamento se baseia na utilização de antimicrobianos, no entanto o fármaco muitas vezes é ineficiente devido a característica intracelular da bactéria. A tuberculose causada pelas micobactérias também acometem os ovinos, e caracteriza-se como doença altamente preocupante no que tange aos aspectos de saúde pública e saúde animal. No entanto, historicamente, é reconhecida como de baixa prevalência no rebanho ovino (RADOSTITS et al., 2007). A tuberculose ovina geralmente é causada pelo Mycobacterium bovis, provavelmente pela criação consorciada ou proximidade de criação entre bovinos e ovinos. A forma mais comum de infecção é pelas secreções respiratórias, seguida da ingestão de alimentos contaminados, leite, descargas vaginais e também por conteúdo purulento drenado de abcessos (PUGH, 2005; RADOSTITIS et al., 2007). Os sinais clínicos da tuberculose ovina são: perda progressiva de peso, debilidade, tosse discreta, dificuldade respiratória (PUGH, 2005; SMITH, 2006). Nos casos mais severos, os animais evoluem para quadros de hipertermia, apatia, broncopneumonia, dispnéia e caquexia. A linfadenopatia é comum na tuberculose, podendo apresentar-se de forma localizada ou disseminada (CORRÊA e CORRÊA, 1992; PUGH, 2005; SMITH, 2006; RADISTITIS et al. 2007). O diagnóstico da doença se baseia no cultivo microbiológico, baciloscopia, PCR e mais recentemente, estudos experimentais no Brasil têm procurado validar a tuberculinização em pequenos ruminantes (SILVA, 2004; Silva et. al., 2006; CYRILLO, 2006). (AU)