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Saúde e escravidão na Ilha de Santa Catarina: segunda metade do século XIX (1851-1888)

Processo: 11/08626-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Maria Helena Pereira Toledo Machado
Beneficiário:Débora Michels Mattos
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Escravidão   Cura pela fé   Santa Catarina

Resumo

Este projeto tem como objetivo investigar a saúde dos escravos na Ilha de Santa Catarina da segunda metade do século XIX. Utiliza-se como fonte de análise os jornais publicados em Desterro entre os anos de 1851 e 1888. Neles, os corpos dos escravos foram descritos nos anúncios de fuga, nas denúncias de maus-tratos, nas notas de suicídio e nos artigos relativos às campanhas de modernização e higienização da cidade em que as práticas de cura populares passaram a ser objeto de controle e intervenção. Busca-se estabelecer uma identificação das características físicas dos escravos descritas nas páginas dos jornais no intuito de decodificar os problemas de saúde que apresentavam, considerando os seus significados para o saber médico ou popular da época. Visa-se compreender o universo mental dos cativos no intuito de verificar se as fugas, as tentativas de suicídio e as práticas de cura populares se constituíram estratégias de sobrevivência e autoafirmação da vida frente aos problemas de saúde e dos maus-tratos que enfrentavam. Em face da problemática das doenças, objetiva-se também compreender as representações sobre os cativos ao longo da segunda metade do século XIX. Intenta-se verificar, com isso, as condutas sociais ligadas ao sistema escravista, aos movimentos higienistas e aos ideais abolicionistas que foram se tornando presentes naquela sociedade. Ao proporem-se esses enfoques, torna-se necessário o uso de outras fontes documentais além dos jornais citados. Serão considerados os manuais médicos, de higiene, a literatura referente à medicina popular e a literatura de viagem; os atestados de óbitos; os informes relativos à problemática da saúde e da doença presentes nos ofícios, relatórios provinciais e nos discursos oficiais; os livros de registros de pacientes dos hospitais; as Leis, Decretos e Regulamentos do Município e do Império; os Códigos de Posturas e os autos policiais. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MATTOS, Débora Michels. Saúde e escravidão na ilha de Santa Catarina (1850-1888). 2015. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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