Busca avançada
Ano de início
Entree

Ordálio e sociedade nos escritos de Agobardo de Lyon e Hincmar de Reims (século IX)

Processo: 11/05626-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval
Pesquisador responsável:Marcelo Cândido da Silva
Beneficiário:Marcelo Moreira Ferrasin
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Idade Média   Justiça

Resumo

Os ordálios, ou "juízos de Deus", foram testes físicos administrados de forma solene, em que as partes ou seus representantes submetiam-se, sendo que a Deus incumbia revelar o inocente na pessoa que resistia à prova e o culpado naquela que sucumbia. Eles eram utilizados de maneira excepcional, na falta ou fracasso de testemunhas e juramentos purgatórios. Em geral, a historiografia tradicional considerou as reflexões dos eclesiásticos carolíngios como prólogos do movimento de crítica aos ordálios (XII e XIII), tomando-as pela dicotomia racional/irracional. De fato, no século IX, o arcebispo Agobardo de Lyon criticou o duelo judiciário previsto na lei dos burgúndios; no entanto, o arcebispo Hincmar de Reims admitiu e defendeu o ordálio da água fervente para o caso do divórcio do rei Lotário II com a rainha Teuteberga. Esta pesquisa pretende demonstrar que as argumentações de Agobardo e Hincmar pertencem a uma elaborada reflexão sobre o exercício da justiça, fundada no local dos ordálios em relação ao procedimento judiciário carolíngio como um todo. Dessa forma, evidencia-se que o tratamento das considerações dos prelados pelo viés racional/irracional acaba por generalizar a posição de Agobardo como "muito avançada para sua época" e a de Hincmar como "obscura", renunciando a discussão de fundo que ambos fizeram. Para problematizar os escritos episcopais, examinaremos a historiografia sobre a fundamentação dos ordálios e, sobretudo os textos normativos que dispõem sobre os ordálios comentados pelos bispos: em especial, a lei dos burgúndios, a lei dos francos sálios e as capitulares de Carlos Magno e de Luís, o Piedoso. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
FERRASIN, Marcelo Moreira. Ordálios e duelos nos escritos de agobardo de Lyon. 2013. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.