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A subjetividade inscrita na língua: a questão do plural na fala infantil

Processo: 11/08203-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 30 de setembro de 2013
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Psicolinguística
Pesquisador responsável:Alessandra Del Ré
Beneficiário:Rosângela Nogarini Hilário
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Aquisição da linguagem   Crianças   Subjetividade

Resumo

O presente estudo tem como objetivo analisar como é feita a marcação de plural no sintagma nominal (SN) na fala da criança pequena. Para isso, fundamenta-se em uma concepção dialógica e discursiva, tendo como suporte teórico as reflexões propostas pelo Círculo de Bakhtin e os pressupostos de Vygotsky e Bruner. O corpus longitudinal é composto por duas crianças monolíngues adquirindo o PB, uma criança bilíngue adquirindo o PB e o francês e uma criança monolíngue adquirindo o francês, todas entre 22 e 36 meses de idade. As primeiras análises (A., monolíngue PB, 23 a 32 meses), revelaram a ocorrência de construções menos previsíveis, como por exemplo, o uso do morfema de plural em verbos (brincandos, correros) e advérbios (tambéns, pertinhos), porém em número bastante reduzido. Nas construções mais previsíveis (uso do morfema de plural {-s} em elementos que compunham o SN) verificamos que além das possibilidades de marcação de plural típicas da fala do adulto (marcação padrão - {-s} em todos os elementos do SN - e não padrão - {-s} apenas no elemento mais à esquerda do SN), a fala da criança traz ainda a possibilidade de uma marcação atípica, na qual o morfema de plural é acrescentado apenas no elemento mais à direita do SN. Esse fenômeno pode ser observado com bastante regularidade no corpus de A.. Nossa intenção é, a partir destas constatações, investigar se especificidades com relação ao uso do morfema de plural {-s} podem ser observadas também na fala de Me. (monolíngue PB, 26 a 35 meses), de M. (bilíngue PB/Francês, 24 aos 36 meses), e de Ma. (monolíngue francês, 22 aos 36 meses). Este uso incomum do plural é, para nós, uma marca de subjetividade, caracterizando a produção da criança como uma "fala que lhe é própria". Sendo assim, nosso intuito identificar marcas de subjetividade inscritas na língua no que se refere ao uso do plural pela criança monolíngue e também pela criança bilíngue. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
HILÁRIO, Rosângela Nogarini. Um olhar sobre a aquisição do plural nominal em crianças. 2013. 184 f. Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Ciencias e Letras (Campus de Araraquara).

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