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A tese da incomensurabilidade nos escritos de 1980-90 de Thomas Kuhn

Processo: 11/05393-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia
Pesquisador responsável:Caetano Ernesto Plastino
Beneficiário:Paulo Pirozelli Almeida Silva
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia da ciência   Realismo

Resumo

A tese da incomensurabilidade de paradigmas científicos, exposta originalmente em A Estrutura das Revoluções Científicas, é reformulada, por Thomas Kuhn, ao longo de todo seu percurso filosófico. As primeiras modificações, do final dos anos 1960 e 1970, mantêm-se muito próximas à apresentação original, procurando dar uma maior consistência à tese da inexistência de uma linguagem neutra que servisse de mediadora para a comparação de paradigmas rivais.A partir dos anos 1980, esta tese da incomensurabilidade, que vinha sendo defendida por Kuhn, é instada a responder a fortes críticas provenientes de diversos filósofos de peso, entre eles, Hilary Putnam e Donald Davidson, além da necessidade de responder à nova semântica referencialista proposta por Saul Kripke e a várias das posições de Quine. Consequentemente, Kuhn é obrigado a apresentar uma versão mais aprofundada e consistente da tese da incomensurabilidade do que aquela que fora anteriormente apresentada na Estrutura e ligeiramente reformulada na década seguinte. Nesse período, a abordagem de Kuhn migra, em grande medida, da filosofia da ciência para a filosofia da linguagem.Pretendemos mostrar como a reformulação da tese da incomensurabilidade apresentada a partir da década de 1980 surge do confronto com as ideias de outros filósofos, entre eles, Putnam, Quine, Kripke e Kitcher. Procuraremos entender que filosofia da linguagem é proposta por Kuhn; qual é essa teoria do significado que parece se distanciar tanto daquela sugerida na Estrutura, como de uma teoria referencialista então em voga; e como a concepção de incomensurabilidade é, a partir de 1980, apresentada em termos de taxonomias lexicais. Procuraremos entender, igualmente, a ligação que esse temas possuem com as críticas que Kuhn faz à noção de "tradução", como proposta por Quine, tendo em vista uma distinção entre "tradução" e "interpretação". (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
SILVA, Paulo Pirozelli Almeida. Thomas Kuhn e a concepção semântica de incomensurabilidade. 2013. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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