Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo do possível efeito de alcalóides obtidos a partir da secreção cutânea de Rhinella jimi e R. icterica na penetração do vírus da raiva em células de mamífero mediada pelo receptor nicotínico de acetilcolina

Processo: 11/04585-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica
Pesquisador responsável:Daniel Carvalho Pimenta
Beneficiário:Hugo Vigerelli de Barros
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Toxicologia   Alcaloides   Receptores nicotínicos   Acetilcolina   Raiva (doença infecciosa)

Resumo

A Raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que compromete o Sistema Nervoso Central. O vírus replica-se no local da inoculação e acredita-se que use os receptores nicotínicos da acetilcolina (nAChR) das junções neuromusculares para chegar até as terminações nervosas. Muitos alcalóides e outras moléculas já foram isoladas de um grande número de anfíbios e usados de diversas formas terapêuticas. Pelo possível fato de o vírus da raiva infectar a célula por um receptor de alcalóide, esse trabalho tem como objetivo testar alcalóides extraídos de pele de anfíbios (Rhinella sp.) como possíveis interferentes (antagonistas/inibidores/competidores) no processo de invasão/penetração celular pelo vírus da raiva, mediado por receptor de acetilcolina. O projeto será realizado em parceria do Instituto Butantan com o Instituto Pasteur. A secreção do anfíbio será coletada através de estimulação mecânica das glândulas parotóides, filtrada em membranas de corte molecular (3 kDa) e depois será processada cromatograficamente. A determinação estrututral das moléculas será realizada inicialmente por espectrometria de massas e ressonância nuclear magnética. No teste citotóxico das substâncias isoladas, serão utilizadas células da linhagem BHK - 21 (Baby Hamster Kidney) e células de Neuroblastoma murino (N2A). As células serão depositadas em microplacas de 96 orifícios e incubadas por 24 e 48h respectivamente, com troca do meio por outro contendo diferentes diluições das moléculas purificada. Para o teste virológico, serão utilizados vírus fixo PV (Pasteur Vírus) e CVS (Challenge Vírus Standard) e as técnicas utilizadas para o teste serão o de Inibição de Fluorescência simplificado (SFIMT) e Teste Rápido de Inibição de Focos Fluorescentes (RFFIT). (AU)