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Análise do efeito do tamoxifeno e da BMP-7 em modelo experimental de fibrose peritoneal em ratos com doença renal crônica

Processo: 11/05614-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Irene de Lourdes Noronha
Beneficiário:Filipe Miranda de Oliveira Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nefrologia   Diálise peritoneal   Tamoxifeno   Uremia

Resumo

A diálise peritoneal constitui uma opção terapêutica extremamente importante para o paciente com doença renal crônica (DRC) em estágio terminal. Entretanto, em longo prazo, alterações morfofuncionais decorrentes da bioincompatibilidade das soluções de diálise e de infecções peritoneais estabelecem um processo inflamatório e fibrótico da membrana peritoneal, levando a perda da eficácia deste método dialítico. Vale a pena salientar que o estado urêmico destes pacientes intensifica o processo inflamatório da membrana peritoneal, sendo portanto um agravante. Estratégias terapêuticas que possam impedir a lesão e/ou bloquear o processo fibrogênico da membrana peritoneal dos pacientes com DRC em diálise são de extrema importância.Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo estabelecer um modelo de peritonite fibrosante associada a DRC com uremia, mimetizando o encontrado na prática clínica, e analisar o efeito de duas moléculas antifibróticas neste modelo proposto, o tamoxifeno e a BMP-7, a fim de propor novas estratégias para o bloqueio da fibrose peritoneal. A DRC com uremia será induzida em ratos Wistar através da administração de dieta rica em adenina, durante o período de 30 dias, sendo que nos últimos 15 dias os animais receberão injeções intraperitoneais de gluconato de clorexidina para a indução de peritonite. Os tratamentos com tamoxifeno e BMP-7 serão iniciados no mesmo período da administração de gluconato de clorexidina. Durante o período de acompanhamento (30 dias) serão verificados: peso dos animais, pressão arterial e uréia e creatinina séricas. Ao término do período de acompanhamento, os animais serão sacrificados e o peritônio analisado através de: histologia (hematoxilina e eosina e Tricrômio de Masson), para avaliar o espessamento peritoneal a fibrose subserosa; imuno-histoquímica para macrófagos, linfócitos T e miofibroblastos (±-actina de músculo liso), correlacionando estes componentes celulares com o modelo e com os tratamentos propostos; e PCR em tempo real para correlacionar a expressão de citocinas pró-inflamatórias (MCP-1, IL-1ß, TNF-±, INF-³ e IL-6) e fatores fibrogênicos (VEGF, TGF-ß1, colágeno I, colágeno III e fibronectina) com o modelo e os tratamentos propostos. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SILVA, FILIPE M. O.; COSTALONGA, ELERSON C.; SILVA, CLEONICE; CARREIRA, ANA C. O.; GOMES, SAMIRAH A.; SOGAYAR, MARI C.; FANELLI, CAMILLA; NORONHA, IRENE L. Tamoxifen and bone morphogenic protein-7 modulate fibrosis and inflammation in the peritoneal fibrosis model developed in uremic rats. Molecular Medicine, v. 25, n. 1 AUG 28 2019. Citações Web of Science: 0.

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