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Da maldade difusa (paisagens e margens do Mal no fluxo narrativo da ficção de J. G. Ballard)

Processo: 11/09985-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Suzi Frankl Sperber
Beneficiário:Alcebiades Diniz Miguel
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/20491-6 - Os manuscritos Ballardianos (ampliação das bases da pesquisa), BE.EP.PD
Assunto(s):Literatura inglesa   Romance   Ficção científica   Narrativa

Resumo

Um dos elementos problematizadores na literatura fantástica - aqui entendida como um fenômeno temporalmente definido, que principia no final do século XVIII -, reconhecido por seus diversos analistas, é a tensão entre a norma, o cotidiano e sua casualidade convencional, e o perturbador desvio, que se movimenta pelas frestas da normalidade e subverte daquela sua pacificadora sequência de fatos. Essa tensão entre a norma e o desvio - perceptível igualmente na literatura de feição realista e que foi herdada do fantástico por gêneros narrativos contemporâneos como a ficção científica, o policial, a literatura de terror - gera um fator de subversão e perturbação do universo que poderíamos denominar o Mal que, assim, possuiria certa contradição definidora em sua própria essência: pede uma encarnação próxima ao universo concreto ao mesmo tempo em que necessita de definições teóricas que possam torná-lo compreensível. Tal dupla natureza foi o motor de explorações teóricas não desdenhavam os poderes nem da retórica nem da criação narrativa para que a demonstração das terríveis consequências de se estar, voluntariamente ou não, nas fileiras inimigas quando da criação dos grandes painéis contrastantes da bondade e da maldade. Mas esses painéis contrastantes perderam seu vigor conforme o Mal se reduzia, inicialmente, a dissonância em um todo harmônico ou se ampliava até abarcar a essência do universo, com leves interrupções. Temos, na ficção de J. G. Ballard, uma busca dupla: ao mesmo tempo forçar o escopo das tradições explicativas da Maldade e reinventá-las, a luz da História, que se surge no espelho deformante da ficção que se aprofunda na reprodução/sugestão do temível. (AU)

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