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Exposição in utero e lactacional ao desregulador endócrino bisfenol A e ao agente quimiopreventivo Indol-3-Carbinol: efeitos na morfogênese inicial da próstata e na susceptibilidade à carcinogênese prostática em ratos Sprague-Dawley

Processo: 10/17262-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Pesquisador responsável:Luís Fernando Barbisan
Beneficiário:Joyce Zalotti Brandt
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu, SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia   Transformação celular neoplásica   Neoplasias da próstata   Bisfenol A   Expressão de proteínas

Resumo

Sabe-se que fatores ambientais e de estilo de vida, tais como a dieta, são capazes de induzir mudanças significativas na concentração e no metabolismo dos hormônios esteróides sexuais, o que pode contribuir para o desenvolvimento do câncer de próstata. Com base nisso, os hormônios e as vias de interação hormônio-célula podem ser considerados intermediadores dos fatores exógenos, como o ambiente ou a nutrição, e os alvos moleculares do processo de iniciação, promoção e progressão do câncer. A exposição in útero a xenoestrógenos pode aumentar o risco de câncer de próstata na vida adulta. O Bisfenol A (BPA), considerado xenoestrógeno e desregulador endócrino, é um componente dos produtos à base de resinas epóxi e plásticos de policarbonato e tem sido investigado por sua provável atividade carcinogênica para a mama e próstata e pelos potenciais efeitos adversos para a saúde humana. O presente projeto tem como objetivos: 1) avaliar se a exposição gestacional e lactacional ao BPA adicionado ou não ao Indol-3-Carbinol (I3C), um composto natural com propriedades anticarcinogênicas, altera o padrão de desenvolvimento da próstata no período de morfogênese prostática em machos da geração F1; 2) avaliar se a exposição gestacional e lactacional ao BPA aumenta a susceptibilidade ao desenvolvimento de lesões pré neoplásicas e neoplasias prostáticas em machos Sprague-Dawley (SD) após iniciação pela N-metil N-nitrosoureia (MNU); 3) avaliar a eficácia de proteção do I3C em mães expostas ao BPA e a susceptibilidade a carcinogênese prostática pela MNU. Portanto, fêmeas prenhes da linhagem SD serão divididas em 8 grupos experimentais e expostas ao Bisfenol A (BPA, 25µg/Kg), além de ração basal ou ração contendo I3C durante o período gestacional e lactacional. Machos SD serão sacrificados no DPN 21º para a avaliação da exposição peri-natal e ao final da 22a semana após iniciação com MNU (6ª semana pós-natal). No DPN 21º, o complexo prostático será removido, pesado, fixado e destinado à rotina histotécnica para a avaliação histopatológica. Os animais iniciados com MNU na 6ª semana PN receberão implantes intradérmicos de testosterona (T) aos 90 dias de idade. Ao final da 28ª semana PN, os animais serão mortos por decapitação para coleta de sangue (dosagem hormonal), as próstatas serão coletadas e destinadas às análises histopatológica, imunohistoquímica e de expressão protéica (Western Blot). A incidência, multiplicidade e tipos histológicos de lesões prostáticas bem como a expressão de marcadores específicos serão comparados entre os grupos experimentais. (AU)