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Rigidez vascular como causa de hipertensão arterial resistente (HAR) em obesos: papel da aldosterona e da resistina

Processo: 11/10936-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Heitor Moreno Junior
Beneficiário:Andressa Nunes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Aldosterona   Obesidade   Rigidez vascular   Resistina

Resumo

A Hipertensão Resistente (HAR) caracteriza-se por quadro de hipertensão concomitante ao uso de três classes diferentes de anti-hipertensivos, sendo, pelo menos um destes, diurético. Em 2008, a American Heart Association (AHA) acrescentou a este grupo de hipertensos, pacientes que necessitam de quatro ou mais classes de anti-hipertensivos para obterem controle da pressão arterial (PA). Atualmente, tem sido discutida a influência da obesidade na hipertensão arterial resistente à terapia anti-hipertensiva, sendo controvertido se níveis elevados de aldosterona são responsáveis pela rigidez vascular que perpetua a falta de controle pressórico nesses pacientes. Além disso, hormônios secretados pelo tecido adiposo, como a resistina, podem ter efeitos independentes da obesidade sobre o controle da pressão arterial. Por exemplo, o aumento da resistina em obesos está associado à resistência insulínica, inflamação, aterogênese, e portanto, pode ser também responsável por alterações como o remodelamento no sistema cardiovascular tais como a rigidez de paredes de artérias de grande e médio calibre. Esta perda de elasticidade arterial pode estar relacionada à ausência ou má resposta da pressão arterial a fármacos anti-hipertensivos e lesões cardíacas e renais, como a hipertrofia ventricular esquerda (HVE) e a microalbuminúria. O presente projeto visa avaliar a participação da aldosterona e da resistina sobre a rigidez vascular em pacientes portadores de HA resistentes obesos e não obesos. Secundariamente, as lesões em órgãos-alvo (HVE e microalbuminúria). Serão incluídos 60 pacientes diagnosticados como hipertensos resistentes com comprovada aderência ao tratamento farmacológico e não farmacológico em seguimento no Ambulatório de Hipertensão Resistente do HC-FCM/UNICAMP. Os mesmos serão divididos em 2 subgrupos: 1- Pacientes portadores de HAR não controlada (UC-RHTN, n= 30), os quais serão divididos em dois subgrupos, sem obesidade ((NO)UC-RHTN, n= 15) e com obesidade ((O)UC-RHTN, n= 15); 2- Pacientes portadores de HAR controlada (C-RHTN, n= 30), os quais serão divididos em dois subgrupos, sem obesidade ((NO)C-RHTN, n= 15) e com obesidade ((O)C-RHTN, n= 15). Os parâmetros relacionados à rigidez arterial (PA central e índice de amplificação) serão obtidos através da análise da velocidade de onda de pulso na artéria radial pelo sistema de tonometria de aplanação. Os níveis plasmáticos de aldosterona e resistina serão determinados por ensaio imunoenzimático (ELISA). A avaliação da associação entre os níveis plasmáticos de resistina e os diferentes graus de rigidez vascular contribuirá para o melhor entendimento da fisiopatologia da hiporesponsividade da PA em hipertensos obesos.