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Eficácia do soro antibotrópico produzido no Instituto Butantan: neutralização de diferentes classes de enzimas proteolíticas do veneno total da Bothrops jararaca

Processo: 11/02055-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Fernanda Calheta Vieira Portaro
Beneficiário:Alexandre Kazuo Kuniyoshi
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anticorpos   Enzimas proteolíticas   Soro   Venenos de serpentes

Resumo

O envenenamento ofídico representa uma questão de saúde para vários países do mundo e alguns fatores importantes devem ser levados em consideração a fim de minimizar este problema, como por exemplo: atendimento médico de qualidade e um melhor registro de acidentes. A falta desses dois fatores acaba por acarretar falhas na distribuição e armazenamento de soros antiofídicos. Em vista destes problemas, a qualidade do soro deve ser a melhor possível, para que quando seja utilizado possibilite os melhores resultados aos pacientes. O gênero Bothrops é considerado o mais importante nos casos de envenenamento ofídico no Brasil e, assim como nas outras serpentes, seu veneno é uma mistura complexa de componentes que ajem em diferentes alvos na presa/vítima. Sendo que as enzimas proteolíticas das classes das metaloproteases e as serinoproteases (cerca de 65 % da composição do veneno) são as principais toxinas do veneno da B. jararaca, as mesmas foram escolhidas no presente estudo para se determinar o nível de neutralização das suas atividades pelo soro produzido pelo Instituto Butantan e amplamente utilizado no Brasil. Para isso utilizaremos uma biblioteca de substratos FRETs para diferenciarmos as duas classes de enzimas proteolíticas, podendo assim determinar também o potencial neutralizante do soro sobre elas. Resultados preliminares mostraram que o soro é ineficiente no bloqueio da atividade das serinoproteases e, desta maneira, pretendemos verificar os motivos pelo qual o soro antibotrópico comercial apresenta esta falha. Assim, duas das serinoproteases já conhecidas do veneno da B.jararacas (BPA e Kn-Bj) serão purificadas a fim de determinarmos o grau de imunogenicidade e tentar produzir anticorpos específicos para estas enzimas. Após a obtenção dos anticorpos para as duas serinoproteases, novos testes de neutralização serão realizados com o veneno total da B. jararaca. (AU)

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