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Mudanças no perfil de expressão de microRNAs em fibroblastos associados a carcinomas de mama comparados aos obtidos de amostras de tecido mamário normal

Processo: 11/08194-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 31 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Maria Mitzi Brentani
Beneficiário:Simone Vieira da Costa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/10088-7 - Expressão gênica de fibroblastos associados a carcinomas de mama classificados em subtipos de acordo com receptores de estrógeno e progesterona e C-ERBB2, AP.TEM
Assunto(s):Fibroblastos   Neoplasias mamárias   Oncologia   MicroRNAs

Resumo

O câncer de mama é um problema de saúde pública no mundo todo, é o segundo tipo de câncer mais freqüente e a segunda causa mais comum de mortes em mulheres. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. No Brasil, as taxas de mortalidade são altas provavelmente porque a doença é diagnosticada em estágios avançados, estimativas do Instituto Nacional de Câncer indicam 49.240 novos casos de câncer de mama devem ocorrer no ano de 2010.O estroma tumoral é composto por grandes quantidades de tecido conjuntivo, da matriz extracelular (MEC), células mesenquimais (fibroblastos e adipócitos), vasos sangüíneo e linfático, nervos, células inflamatórias e imunes, este microambiente se torna permissivo para o desenvolvimento das células malignas. Os fibroblastos presente em diferentes tumores sólidos, chamados de fibroblastos associados ao câncer (CAFs) são funcionalmente e fenotipicamente distintos dos fibroblastos proveniente de mama normal (NAFs). Os CAFs contribuem para o crescimento e progressão tumoral por permanecerem constantemente ativados. Estudos sugerem que estes fibroblastos seriam provenientes de uma seleção clonal de um grupo de fibroblastos os quais adquiriram alterações genéticas; ou seriam derivados de fibroblastos normais ou de outras células do ambiente, como por exemplo, as células endoteliais; ou seriam derivados de células progenitoras da medula óssea ou ainda seriam provenientes de células de carcinoma as quais adquiririam fenótipo mesenquimal e expressão marcadores (±SMA, vimentina e desmina). Outra possibilidade seria através de pequenos RNAs não codificantes, os quais incapazes de codificar uma proteína, os miRNAs (20-25 nucleotíeos) silenciam ou degradam mRNAs codificantes resultando em níveis reduzidos da proteína codificada pelo mRNA alvo.Frequentemente localizados em regiões cromossomais frágeis susceptíveis a amplificação, deleção ou translocação, a expressão aberrante dos miRNAs pode estar associada a certos tipos de cânceres; alguns miRNAs regulam processos biológicos importantes, incluindo desenvolvimento, diferenciação, apoptose e proliferação celular. Os baixos níveis de expressão de miRNAs em câncer de mama é frequentemente observado e alterações em sua expressão tem sido associadas à tumorigenese, à metástase e a um prognóstico ruim no câncer de mama. A expressão de membros das famílias dos miRNAs (miR-200 e miR-205) foi observado em linhagens celulares de câncer de mama com fenótipo mesenquimal, sugerindo que a "down" regulação dos miRNAs pode ser um passo importante na progressão tumoral. Sendo assim a expressão dos miRNAs podem servir como biomarcadores úteis no diagnóstico e prognóstico de câncer de mama.