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O sertão imagético de Rosa e Bisilliat

Processo: 11/11174-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2011
Vigência (Término): 30 de setembro de 2012
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Suzi Frankl Sperber
Beneficiário:Maria Catarina Rabelo Bozio
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Fotografia   Literatura

Resumo

A apreensão do diálogo entre fotografias e textos consta como uma das principais intenções no estudo do ensaio que é estabelecido por Maureen Bisilliat em A João Guimarães Rosa (1969), livro inspirado em Grande Sertão: Veredas (1956), de João Guimarães Rosa. Em sua obra, Bisilliat associa fotografias às transcrições de trechos do romance roseano e propõe uma espécie de roteiro imagético do sertão. Este itinerário foi favorecido por um contato direto da fotógrafa com o Autor, que lhe dava indicações sobre as cidades a serem visitadas e as "personagens-vivas" do sertão literário. A leitura e sistematização de uma bibliografia específica acerca dos conceitos da imagem fotográfica e da literatura em si, a análise das noções de mobilidade e imobilidade dentro das fotografias contribuiu para um recorte específico do corpus imagético descrito no livro. Como o diálogo entre literatura e fotografia ainda é pequeno no âmbito acadêmico, o que viabilizou um início sistemático desta pesquisa foi o método de trabalho adotado por Maureen Bisilliat em A João Guimarães Rosa, abrindo para uma gama de aproximações relacionais livres propostas pela fotógrafa e também esclarecer algumas das inspirações de Bisilliat nos trechos citados de Grande Sertão: Veredas.