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Investigação dos mecanismos envolvidos na susceptibilidade à infecção por Trypanosoma cruzi de animais deficientes da fosfatidilinositol 3-quinase gama (PI3Kgama)

Processo: 11/09488-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 30 de setembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Thiago Mattar Cunha
Beneficiário:Maria Cláudia da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/24312-1 - O papel da sinalização AKT1 e AKT2 durante a infecção pelo Trypanosoma cruzi, BE.EP.DR
Assunto(s):Doença de Chagas   Trypanosoma cruzi   Imunidade adaptativa

Resumo

A doença de Chagas, causada pelo parasito protozoário Trypanosoma cruzi (T. cruzi) constitui ainda hoje um grande problema de saúde pública que afeta cerca de 10 milhões de pessoas na América Latina, onde é endêmica. Após a fase inicial aguda da doença, geralmente assintomática, segue-se uma fase crônica que também pode ser assintomática, mas pode afetar o tecido digestivo, cardíaco ou ambos, podendo ser fatal. Ao ser reconhecido por receptores de superfície celular, o parasito ativa sinais intracelulares que culminam na ativação de várias vias de sinalização intracelulares incluindo aquelas dependentes PI3Ks. As diferentes classes de PI3Ks apresentam importante papel na resposta imune por controlar sinais cruciais para sobrevivência, proliferação, diferenciação, migração e remodelamento do citoesqueleto em diferentes tipos celulares. A isoforma PI3K-gama, representante única da classe IB das PI3Ks é ativada quando receptores acoplados a proteínas G (GPCRs) são estimulados, estando assim envolvida em sinais quimiotáticos, diapedese e ativação de leucócitos, processos fundamentais na formação de uma resposta imune efetiva ao T. cruzi. No entanto, não existe trabalho na literatura que avaliou o papel da sinalização da PI3Kg na resposta imune frente à infecção experimental pelo T. cruzi. Resultados prévios de nosso laboratório indicam que a PI3K-gama é essencial na resistência do hospedeiro à infecção pelo T. cruzi, e que, embora os mecanismos da imunidade inata controlem o parasitismo sanguíneo na ausência dessa via de sinalização, na fase crônica da doença, as células infiltradas no tecido cardíaco dos animais PI3K-gama-/- não são eficientes na eliminação do parasito no local. Desta forma, pretendemos neste estudo avaliar os mecanismos da imunidade adaptativa que tornam estes animais mais susceptíveis à infecção. Especificamente, avaliaremos se a transferência de linfócitos de animais WT para os PI3K-gama-/- reverte o quadro de susceptibilidade observado nesses camundongos após a infecção pelo T. cruzi. Por fim, avaliaremos se o problema está na função e/ou proliferação destes linfócitos. Esse trabalho auxiliará o melhor entendimento da sinalização pela PI3K-gama e a compreensão das implicações dessa via durante a resposta imune ao parasito. (AU)

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