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Novo papel da galectina-1 como molécula efetora de células citotóxicas

Processo: 11/07444-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 31 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:João Gustavo Pessini Amarante Mendes
Beneficiário:Tiago Clemente Machado
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/12615-7 - Avaliação do papel de galectina-1 na migração de linfócitos T CD8+ efetores e em sua interação com células apresentadoras de antígeno, BE.EP.DD
Assunto(s):Citotoxicidade   Galectina 1   Linfócitos T citotóxicos   Células matadoras naturais

Resumo

Exocitose de grânulos secretórios por células citotóxicas é uma das armas mais importantes contra parasitas intracelulares e células tumorais. Apesar da intensa pesquisa nos eventos de morte por células citotóxicas (CTL, "cytotoxic T lymphocyte" e NK, "Natural Killer"), o entendimento dos mecanismos moleculares envolvidos na degranulação direcionada à célula alvo, morte desta e sobrevivência da célula efetora durante o ataque citotóxico continua limitado. Em particular, pouco se sabe sobre a composição/estrutura dos grânulos líticos dos CTLs e NKs. Entre os constituintes já identificados encontramos a perforina e granzimas, serina proteases fundamentais para a indução da morte nas células alvo. Além disso, alguns dos constituintes dos grânulos devem ser responsáveis pela manutenção da estrutura dessa vesícula, incluindo o dobramento e transporte de proteínas, além de coordenar o processo de degranulação. No entanto, não está clara a real composição destas organelas, bem como a identidade dos potenciais componentes de sua maquinaria exocítica. Resultado prévio do nosso grupo identificou algumas dezenas de novas proteínas desses grânulos, além de alguns constituintes já conhecidos. Dentre elas foi identificada a galectina-1 (Gal-1), uma lectina que reconhece beta-galactosídeos e participa de vários processos biológicos, incluindo a resposta imunológica adaptativa. Sabe-se que as galectinas podem interagir com glicanas das superfícies celulares do sistema imunológico no espaço extracelular e, dessa forma, promover a modulação da produção de citocinas e mediadores, adesão celular, apoptose, quimiotaxia e endocitose. Contudo, acreditava-se até o momento que Gal-1 tinha sua ação exógena apenas através de sua secreção das células por uma via não convencional que depende da manutenção da sua região de ligação a carboidratos. Nossos achados apontam um novo cenário para esta proteína, no contexto de resposta efetora das células citotóxicas, no qual Gal-1 seria secretada junto às outras proteínas dos grânulos citotóxicos e poderia, dessa forma, ter uma relação com um papel na resposta efetora de células citotóxicas. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MACHADO, Tiago Clemente. Novo papel da galectina-1 como molécula efetora de células citotóxicas.. 2014. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Ciências Biomédicas São Paulo.

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