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Psicanálise existencial, existencialismo e história: a dimensão sócio-material e a autenticidade no processo da construção de si

Processo: 11/11607-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Luiz Roberto Monzani
Beneficiário:Carlos Eduardo Ortolani Prado de Moura
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Dialética   Existencialismo   Subjetividade

Resumo

Toda existência implica em duas estruturas definidoras do processo de subjetivação: a temporalidade e a historicidade. O "tempo humano" é vivido historicamente e, sendo assim, é preciso investir nas potencialidades da subjetividade sem desconsiderar o indivíduo sob o "peso" da História. A psicanálise existencial, o existencialismo sartreano e o conceito de História - percorrendo as aventuras filosóficas de Sartre em L'être et le néant, nos Cahiers pour une morale e em Questions de méthode - possibilitarão estabelecer os caminhos necessários para se compreender uma singularidade concreta na perspectiva da relação universal-singular: será a relação indivíduo-sociedade enquanto vivência da sociabilidade. Este sujeito será apreendido como um universal singularizado, um universal concretizado (incorporado) em uma singularidade concreta, auto-constituída e constituída pela realidade de seu entorno. Compreender a subjetividade é compreender o processo de subjetivação, identificando subjetividade e liberdade para que o indivíduo jamais seja coisa, mas uma liberdade dada pelo prisma da ação. Não se pretende pensar aqui o sujeito como "entidade subjetiva" (substância pensante) e sim analisar o homem na perspectiva de um processo de subjetivação, de uma liberdade existindo em ato (livre) visando um fim que se deseja realizar (concretamente, no mundo). Deste modo, a psicanálise existencial (enquanto meio, disciplina auxiliar, instrumento), o existencialismo sartreano e a História permitirão construir a imagem de um sujeito que se esforçará a apreender a si mesmo para além de uma ¾¹Â, ou melhor, a construir a imagem de um sujeito (autônomo e autêntico) que se compreenderá a partir do movimento dialético entre dois pólos indissociáveis: a liberdade e a determinação. Portanto, a transformação da ¾¹Â em práxis (autêntica) será, necessariamente, o foco da psicanálise existencial e, ao mesmo tempo, um dos objetivos fundamentais a ser desenvolvido aqui. (AU)

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