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Variabilidade multidecadal do sistema de monções de verão durante o Holoceno na região centro-oeste do Brasil com base em registros de espeleotemas

Processo: 11/12238-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2011
Vigência (Término): 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Francisco William da Cruz Junior
Beneficiário:Jean Sebastien Moquet
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Paleoclimatologia   Monções   Espeleotemas

Resumo

A curta extensão dos registros climáticos instrumentais é uma das maiores dificuldades para a investigação do impacto das oscilações climáticas multidecadais a seculares no clima de regiões tropicais, como também para validação dos resultados de modelos climáticos. Nesse projeto, planeja-se fazer reconstituições paleoclimáticas e paleoambientais dos últimos dez mil anos da região centro oeste do Brasil, com base em dados com alta resolução temporal das razões isotópicas de oxigênio e carbono de espeleotemas e das razões Sr/Ca e Mg/Ca, precisamente datadas pelo método U/Th. A reconstituição proposta inclui o estudo de variações no ciclo hidrológico em escala decadal a subdecadal, com especial atenção a variação abrupta de pluviosidade multiseculares a multidecadais que possam ser associadas a eventos do tipo "Bond", como a pequena idade do gelo, assim como registrados em espeleotemas de cavernas do norte de Minas Gerais (Strikis et al., 2011). A utilização de espeleotemas de três áreas cársticas no Centro-Oeste brasileiro, possibilita reconstituição da variação de paleopluviosidade relacionada à atividade das Monções Sul-Americanas de Verão (MSA), com fenômenos climáticos originados nos oceanos Atlântico e Pacífico. Para isso, serão feitas comparações com dados climáticos de registros instrumentais de pluviosidade e com outros registros geológicos de alta resolução em espeleotemas, testemunhos marinhos e de gelo. Dentre os fenômenos climáticos a serem investigados destacam-se as oscilação decadais e multidecadais na temperatura de superfície do oceano Atlântico (NAO; AMO) e do Pacífico (PDO, PMO), visto que as condições oceânicas afetam significativamente o clima do Brasil. Como referência para orientar e suportar a interpretação do sinal climático de espeleotemas antigos pretende-se avaliar a relação entre composição isotópica e geoquímica de espeleotemas modernos de duas maneiras: i) verificando a consistência com as séries temporais de estações pluviométricas e hidrográficas; ii) a partir da Variabilidade multidecadal do Sistema de Monções durante o Holoceno na Região Centro-Oeste do Brasil com base em registros de espeleotemas associação com dados isotópicos da água da chuva e cavernas e também de parâmetros climáticos e hidrológicos das cavernas. (AU)