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O efeito da educação musical nas habilidades auditivas

Processo: 11/13781-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2011
Vigência (Término): 31 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Liliane Desgualdo Pereira
Beneficiário:Mariane Richetto da Silva
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Dançarinos   Audiologia   Avaliação neuropsicológica   Percepção auditiva

Resumo

O processamento auditivo central (PAC) é o conjunto de habilidades específicas que possibilita ao indivíduo a interpretação do que ouve. (ASHA, 2005)Trabalhos recentes sugerem que a formação musical formal, além de reforçar o conhecimento musical especifico, afeta substancialmente o desenvolvimento dos comportamentos básicos e processos neurais em uma série de domínios e modalidades. (Hannon, Trainor, 2007)Pessoas com formação musical podem detectar sons mais rápidos e de diferentes durações na música e na fala; de forma mais precisa e mais rápida do que pessoas que não tem formação. O treinamento musical facilita a capacidade de extrair padrões temporais durante períodos de tempo mais curtos ou mais longos de sequências sonoras, o que é necessário para identificar a melodia da música. (Wenjung et al., 2009).Trabalhos demonstram que os músicos adultos que começaram a treinar antes de sete anos de idade apresentaram melhor desempenho em tarefas visuo-motoras do que aqueles que começaram após sete anos de idade. (Bailey, Penhune, 2010).A dança combina diversos recursos, além de ser uma atividade física, combina emoções, a interação social, a estimulação sensorial, coordenação motora e a música, criando assim condições ambientais que enriquecem os indivíduos. A dança promove ampla gama de efeitos benéficos que não estão limitados ao desenvolvimento motor, postura e equilíbrio, mas abrange também habilidades cognitivas. (Kattenstroth et al., 2010). A execução dos passos na dança vem sempre acompanhada da música. Na dança, o indivíduo trabalha com habilidades motoras, espaciais e temporais, coordenação motora, memória e está continuamente exposto à música. O presente trabalho procura investigar se a dança influenciaria as habilidades do processamento auditivo.A amostra será composta de dois grupos, o grupo de dançarinos (GD) composto de 20 pessoas e o grupo controle (GC) composto de 20 pessoas, pareados por sexo, idade e anos de escolaridade.Os critérios de seleção da amostra para o grupo de dançarinos são: avaliação audiológica básica dentro da normalidade, sem evidências de alterações neurológicas, sem queixa de dificuldade de aprendizagem e com formação na área da dança (mínimo de oito anos). Os critérios de seleção para o grupo controle (não dançarinos) são: avaliação audiológica básica dentro da normalidade, sem evidências de alterações neurológicas, sem queixa de dificuldade de aprendizagem e sem nenhuma formação na área da dança e da música.Cada indivíduo será submetido a uma triagem auditiva, avaliação cognitiva (NEUPSILIN) e um questionário geral,será aplicado também o Teste GIN - Gaps in Noise e o Teste SSI .O teste Gaps In Noise (GIN) avalia a habilidade auditiva de resolução temporal, no qual se determina o limiar de detecção de gap, isto é, o menor espaço de tempo em milissegundos, que foi identificado como uma interrupção do estímulo sonoro (Musiek et al., 2004).O SSI é um teste de mensagem-fechada que solicita ao ouvinte identificar uma das diversas alternativas de sentenças fornecidas em associação a uma mensagem competitiva, que tem o papel de ruído de fundo. (Anastásio, Santos, 2005).

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MARIANE RICHETTO DA SILVA; KARIN ZILIOTTO DIAS; LILIANE DESGUALDO PEREIRA. Estudo das habilidades auditivas de resolução temporal e figura-fundo em dançarinos. Revista CEFAC, v. 17, n. 4, p. -, Ago. 2015.

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