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A monopolização territoral e a (re) construção do território camponês em projetos de assentamento de reforma agrária

Processo: 11/00831-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2011
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Jose Gilberto de Souza
Beneficiário:Dorival Borelli Filho
Instituição-sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/25870-8 - Estratégias de resistência, reprodução social e superação do campesinato europeu frente à crise do capitalismo neoliberal: o caso do povoado de marinaleda (província de Sevilha, Espanha), BE.EP.DR
Assunto(s):Reforma agrária   Campesinato   Movimentos sociais   Trabalho   Território

Resumo

O principal objetivo desta pesquisa é realizar uma análise da configuração sócio-espacial dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável PDS - Fazenda da Barra e PDS - Sepé Tiarajú implementados pelo Incra na Região de Ribeirão Preto (SP) considerando-a como elemento central no processo de consolidação territorial, como elemento de resistência e fundamento de seu projeto político. Desta forma, procura-se demonstrar o caráter transformador dos movimentos sociais camponeses em seu processo de territorialização ao introduzirem lógicas e práticas sócio-espaciais diferenciadas, transformações sociais que determinam rupturas nos modelos de distribuição da terra e que ao mesmo tempo em que se colocam como antíteses à lógica da propriedade individual, no embate, representam também formas de resistência as estratégias de avanço do capital agroindustrial nos assentamentos, seja pela lógica de subordinação da produção nos sistemas de integração, seja pela lógica de subordinação da terra pelos processos de arrendamento, seja pela lógica de subsunção do trabalho pelas estratégias de assalariamento e que promovem o absenteísmo rural. Neste sentido, pretende-se analisar os principais elementos de resistência estabelecidos mediante a implementação da modalidade de assentamento PDS e Comuna da Terra, que, por sua vez, relacionam-se ao modo de vida dos assentados, especificamente, ao conjunto de relações sociais, práticas sócio-espaciais e sentidos sobre o mundo do trabalho, prioritariamente, a terra entendida não como valor de troca, mas como valor de uso, que torna distante a percepção de mundo das famílias assentadas da lógica da propriedade privada. Para tanto, pretende-se realizar uma coleta de dados por intermédio de entrevistas semi-estruturadas junto aos assentados que integram os quatro movimentos sociais camponeses que disputam à liderança das famílias assentadas nestes assentamentos (MST, MLST, Índio Galdino e Luiza Mahin), procurando identificar em que medida os aspectos sócio-territoriais (produção, organização social e relações de poder) comparecem como resistência ao avanço do setor sucroalcooleiro nestas áreas de reforma agrária.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
FILHO, Dorival Borelli. A monopolização territorial e a (re) construção do território camponês em projetos de assentamento de reforma agrária. 2014. 453 f. Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Instituto de Geociências e Ciências Exatas..

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