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Análise proteômica de vírus respiratório sincicial humano do Grupo B (genótipos Gb3 e BA-like) utilizando espectrometria de massa

Processo: 11/15161-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 03 de janeiro de 2012
Vigência (Término): 18 de abril de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Viviane Fongaro Botosso
Beneficiário:Viviane Fongaro Botosso
Anfitrião: Jan Pohl
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo, SP, Brasil
Local de pesquisa : Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Estados Unidos  
Assunto(s):Virologia   Vírus sincicial respiratório humano   Proteoma   Espectrometria de massas

Resumo

O vírus respiratório sincicial humano (HRSV) é a principal causa de infecção do trato respiratório inferior (IRA) em crianças com idade inferior a 1 ano e em idosos, causando epidemias anuais que ocorrem, geralmente entre o final do outono e inverno. No Brasil, de 30-50% das consultas ambulatoriais e mais de 50% das internações são atribuídas a IRAs, sendo o HRSV responsável por cerca de 50% dos casos. O vírus respiratório sincicial humano (HRSV) é classificado em dois grupos, HRSV-A e HRVSV-B de acordo com suas características genéticas e antigênicas. Os dois grupos apresentam cerca de 80% de homologia na sequência de nucleotídeos e 88% de identidade na sua sequência de aminoácidos, sendo que a proteína G é a mais divergente. Ambos os grupos são classificados em diferentes genótipos que podem cocircular durante a mesma epidemia, com predominância de um ou dois genótipos por surto, que podem alternar ao longo dos anos. Isolados de HRSVB com duplicação de 60 nt no gene codificador da proteína G foram descritos primeiramente em Buenos Aires, Argentina, em 1999, seguido de vários outros lugares, apresentando rápida disseminação por todo o mundo. Estes vírus foram agrupados em um novo genótipo denominado BA-like. Além da rápida disseminação dados da literatura relacionam esse genótipo ao desenvolvimento de patologia mais grave em crianças menores de 6 meses de idade. Atualmente, não existem vacinas ou tratamento terapêutico eficaz contra esse virus e os mecanismos da patogenia do HRSV não são completamente esclarecidos, embora existam fortes evidências relacionando a patogenia não só a cepa viral, mas a resposta imunológica do hospedeiro. Estudos envolvendo a interação de vírus dos dois grupos A e B, com as células hospedeiras, foram realizadas utilizando a técnica de microarray de cDNA e SILAC acoplada a cromatografia líquida e espectrometria de massas (LC-MS/MS). Estes estudos permitiram o entendimento das mudanças no proteoma celular e revelaram os múltiplos efeitos do vírus na célula hospedeira, incluindo, por exemplo, a regulação de genes da resposta imune e apoptose e a organização do citoesqueleto, auxiliando, portanto na compreensão da imunopatologia do vírus. O conhecimento das diferenças fenotípicas do vírus e a interação dos mesmos com a célula hospedeira são essenciais para o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e terapia. O objetivo do presente estudo será realizar a análise proteômica das proteínasz virais de amostra de hRSV pertencentes ao genótipo GB-3 e BA-Like, cultivados em células HEp-2, utilizando a espectrometria de massa como ferramenta principal de análise. (AU)

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