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Poéticas das imagens desdobradas. ante a abertura do acervo fotográfico indígena de Etienne Samain

Processo: 11/11958-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2011
Vigência (Término): 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Comunicação Visual
Pesquisador responsável:Eduardo Peñuela Cañizal
Beneficiário:Fabiana Bruno
Instituição-sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Acervo   Fotografia   Antropologia   Imagem (artes)

Resumo

O projeto em pauta propõe o estudo de um acervo fotográfico produzido há 30 anos pelo antropólogo e epistemólogo da comunicação visual, Etienne Samain, à luz de recentes contribuições a uma ciência da imagem (1) e na perspectiva de uma antropologia da comunicação. O acervo fotográfico documental será apresentado na perspectiva do olhar de seu autor-produtor e constituir-se-á em uma fonte operacional suscetível de refletir sobre questionamentos apontados por Hans Belting, um historiador da arte que se convenceu de que não se pode compreender a imagem fora de uma abordagem antropológica e comunicacional. A exploração heurística e poética deste acervo será aprofundada ao incorporar alguns grandes eixos da reflexão contemporânea de Georges Didi-Huberman sobre a imagem. Se as imagens do acervo de Etienne Samain representam, na atualidade, uma mídia de preservação e de restituição, a análise deste acervo/arquivo de cunho documental pretende compreender a imagem-documento como sendo também uma peça metalingüística poética. Pois, se é verdade que este conjunto de imagens carrega uma história e suas memórias (com suas permanências, sobrevivências e mudanças), as imagens que serão escolhidas e montadas na produção de um atlas visual revelarão que elas são uma forma de exposição do pensamento e da imaginação (esta entendida na perspectiva de Walter Benjamin, como sendo "a montadora por excelência que somente desmonta a continuidade das coisas para nela fazer surgir melhor afinidades estruturais eletivas") (2). (1) Refiro-me a idéia de Bildwissenschaft (ciência da imagem) proposta por Hans Belting, mas, sobretudo, aos aportes de Georges Didi-Huberman, que na linhagem do pai da iconologia moderna funda uma História da Arte intempestiva: ao mesmo tempo filosofia, psicanálise, antropologia, poética e política da imagem. (2) Ver Didi-Huberman, Georges. Devant le temps. Histoire de l'art et anachronisme des images. Paris : Éditions de Minuit: 2004, p. 124. (AU)