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Avaliação do óxido nítrico em tecido renal murino submetido a hemorragia aguda sob anestesia com sevoflurano em uso de glibenclamida

Processo: 11/17252-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2011
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Yara Marcondes Machado Castiglia
Beneficiário:Raquel Romão da Silva Lemos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/09161-1 - Avaliação do óxido nítrico em tecido renal murino submetido a hemorragia aguda sob anestesia com sevoflurano em uso de glibenclamida, AP.R
Assunto(s):Sevoflurano   Ratos   Anestesiologia

Resumo

Agentes anestésicos inalatórios reduzem a adesão de neutrófilos à circulação coronariana durante a isquemia. Kharash et al. (2006) analisaram o perfil genético de ratos Fisher, n-344 e observaram maior expressão de genes ligados à apoptose celular, estresse oxidativo e resposta inflamatória proporcionais ao aumento de substâncias nefrotóxicas quando previamente expostos ao haloalqueno-composto A. Diego et al (2007) conduziram estudo com ratos Wistar, usando sevoflurano, pré-tratados com glibenclamida, sulfoniluréa antagonista de canais K+ATP, submetidos à hemorragia aguda. A conclusão desse trabalho revelou menor agressão histopatológica no grupo de ratos previamente tratados com glibenclamida. Paradoxalmente, os resultados de função renal deste grupo comparados aos do grupo que só receberam sevoflurano foram significativamente menores. Qual o mecanismo deflagrador da inflamação renal neste modelo? A célula tubular renal produz citocinas pró-inflamatórias como, TNF-± e IL-6; a glibenclamida em ratos diminui a exsudação de leucócitos. Será por diminuir a produção tubular renal dessas citocinas? Diferentes fatores como citocinas e substâncias reativas de oxigênio (ROS) ativam leucócitos. ROS são instáveis eletricamente e podem reagir com NO. Estas substâncias agem em mecanismo endotelial com expressão na adesão celular e atividade de leucócitos e outras substâncias no túbulo renal podem deflagrar e perpetuar obstrução ao fluxo de sangue com conseqüência para o metabolismo renal, inclusive na auto-regulação do fluxo sanguíneo. Mudanças vasomotoras pré-glomerulares e lesão renal são bem estabelecidas. A concepção de que o fator de relaxamento endotelial (EDRF) serve como 2° mensageiro para guanilato ciclase (GMPc) em grande variedade de células fora do sistema cardiovascular incita várias pesquisas, buscando entender a fisiologia e fisiopatologia do pré-condicionamento isquêmico em nível molecular, mais especificamente na respiração celular. Nas últimas décadas, além da descoberta de que o NO e EDRF são nomes diferentes usados para a mesma substância, assumindo o NO a sua nomenclatura, as pesquisas sobre NO evoluíram. Além das múltiplas funções de regulação de vários processos, o óxido nítrico é responsável pela modulação da respiração celular por inibir a enzima citocromo C oxidase (Ccox). O caminho que envolve o nitrito que deriva da degradação do NO seria o meio que protegeria a célula da toxicidade do NO, pois a Ccox livra a célula de excesso de NO, potencialmente tóxico para mitocôndria. Zhang et al. (1994) concluíram que os anestésicos voláteis poderiam agir seletivamente em canais K+ATP de mitocôndria após estimulação de proteína cinase C por diversas vias. O NO ativa PKc, assim como os efetores do pré-condicionamento isquêmico e farmacológico, levando à ativação dos canais sK+ATP e mK+ATP, os quais controlam a concentração do Ca++ intracelular. Cabe à investigação científica avaliar se a glibenclamida diminuiria a quantidade de NO na célula renal nas condições metodológicas do estudo de Diego et al (2007).A importância para o anestesiologista em estudar o óxido nítrico ultrapassa o entendimento da sua atuação na fisiopatologia cardiovascular, pois estudos mostram que o endotélio tem papel em mediar ações vasculares dos anestésicos, e que anestésicos podem inibir a produção, liberação ou ação do NO. Como são medidas essas interações? O entendimento e a distinção dos diferentes tipos de canais de potássio, importantes efetores no pré-condicionamento isquêmico, alvo da ação de substâncias endógenas (bradicinina, histamina, catecolamina, adenosina, NO e proteína G ativada) e exógenas (diazóxido, sulfoniluréias, isoflurano, sevoflurano, teofilina e nitroglicerina), justificam o interesse da anestesiologia protetora de órgãos em estudar os mecanismos e substâncias envolvidas com os condutos K+, direcionando a metodologia para o metabolismo celular e identificação de mediadores como o NO.