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Aspectos inflamatórios versus genótipos da haptoglobina e da hemopexina e presença do polimorfismo CCR5D32 na Anemia Falciforme

Processo: 11/18136-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Maria de Fatima Sonati
Beneficiário:Natália de Oliveira Mota
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/02622-3 - Aspectos inflamatórios versus genótipos da haptoglobina e da hemopexina e presença do polimorfismo ccr5d32 na anemia falciforme, AP.R
Assunto(s):Hemopexina   Polimorfismo genético   Inflamação   Hematologia

Resumo

A anemia falciforme (AF) tem sido caracterizada como um estado inflamatório crônico com ativação anormal do endotélio. Dessa forma, uma visão prospectiva da patogênese envolve interações complexas entre reticulócitos, neutrófilos, monócitos e o endotélio falciforme. Investigações recentes do papel da inflamação na fisiopatologia da AF sugerem que o equilíbrio da resposta imune Th1/Th2, relacionado ao perfil de citocinas produzidas, pode influenciar a morbidade nos pacientes com AF. A haptoglobina (Hp) é uma glicoproteína plasmática cuja função primordial é de se ligar à hemoglobina (Hb) livre no plasma para prevenir a excreção renal de ferro e os efeitos oxidativos resultantes de sua presença no vaso. Além disso, é uma proteína de fase aguda positiva, com propriedades imunomodulatórias. Dois alelos codominantes, HP1 e HP2, resultam em 3 genótipos/fenótipos principais, Hp1-1, Hp2-1 e Hp2-2, que correspondem a proteínas com características físico-químicas e funcionais distintas. Alguns autores têm sugerido que o genótipo Hp2-2 encontra-se menos representado em pacientes adultos com AF do que na população pediátrica, podendo estar relacionado a um pior prognóstico. Resultados preliminares obtidos pelo nosso grupo em pacientes com doenças falciformes (SS, SC e S-b talassemia) estão em concordância com esses achados. O objetivo do presente estudo é avaliar se marcadores clássicos da inflamação, como a velocidade de hemossedimentação sanguínea (VHS) e os níveis séricos da proteína-C-reativa (PCR sérica), e a taxa de expressão gênica e os níveis plasmáticos das citocinas IL-1, IL-6 e IL-8, dos mediadores inflamatórios IFN-g e TNF-a, das moléculas de adesão VCAM-1, ICAM-1 e selectina-E se correlacionam com os genótipos de Hp em pacientes adultos com AF (HbSS), acompanhados no Hemocentro de Pernambuco (HEMOPE). Ainda, se se correlacionam com a presença do polimorfismo CCR5D32, cujo gene original (CCR5) tem sido relacionado ao estado inflamatório crônico nos doentes falciformes, e com os polimorfismos da hemopexina. O VHS será determinado por automação, as taxas de expressão gênica por PCR quantitativo em tempo real (qRT-PCR) e as concentrações plasmáticas ou séricas dos marcadores inflamatórios por ELISA, enquanto os genótipos de Hp e o polimorfismo CCR5D32 serão investigados pela reação em cadeia da polimerase (PCR), alelo-específica. Serão estudados minimamente 90 pacientes, 30 em cada categoria genotípica de Hp (1-1, 2-1, 2-1), conforme orientação estatística.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: