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Caracterização de parâmetros ambientais em bosques de manguezal do centro-sul paulista (Cubatão, Peruíbe e São Vicente) e seu efeito sobre o desenvolvimento arbóreo

Processo: 11/17743-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2011
Vigência (Término): 31 de outubro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Marcelo Antonio Amaro Pinheiro
Beneficiário:Vanessa de Sousa Soares
Instituição-sede: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Caracterização ambiental   Área de proteção ambiental   Manguezais   Vegetação   Sedimentos   Fatores abióticos   Monitoramento ambiental

Resumo

Os manguezais são ecossistemas presentes em regiões tropicais e subtropicais em vários locais do mundo, ocorrendo na transição entre o ambiente terrestre e marinho, estando sujeitos ao regime das marés. Possui notória importância ecológica e pesqueira, devido a sua elevada produtividade, possibilitando alimentação e proteção aos estágios juvenis de diversas espécies animais. Por este motivo, os manguezais detêm o status de Áreas de Preservação Permanente (APPs), sendo, até então, protegidos pelo Código Florestal Brasileiro de 1965. O presente estudo visa à caracterização ambiental de nove manguezais do litoral centro-sul do Estado de São Paulo (Cubatão, Peruíbe e São Vicente), compreendendo três bosques em cada município, avaliando a similaridade entre elas, bem como os parâmetros ambientais colaborativos ao melhor desenvolvimento arbóreo. Neste sentido, alguns parâmetros ambientais (atmosféricos, hídricos e edáficos), assim como outros relacionados à vegetação arbórea (composição de espécies, cobertura do dossel e biometria), serão registrados em bosques com predomínio diferencial do mangue-vermelho (Rhizophora mangle). As áreas de estudo compreendem o Complexo Estuarino Santos-Cubatão (Cubatão e São Vicente), onde ocorre intensa atividade pesqueira; e a Estação Ecológica Juréia/Itatins (Peruibe), uma Unidade de Conservação. Em cada bosque será estabelecido um transecto de 50m em perpendicular à margem, dividido em parcelas de 10m. Em cada faixa será efetuada a caracterização da vegetação arbórea (composição de espécies, biometria e cobertura do dossel), nível de inundação pelas marés (altura do Bostrychietum) e registro de alguns parâmetros hídricos (salinidade, oxigênio dissolvido e pH), atmosféricos (temperatura e umidade relativa) e edáficos (composição granulométrica, matéria orgânica, salinidade da água intersticial e macro/micronutrientes). Os parâmetros de vegetação arbórea serão relacionados aos ambientais, empregando análises de correlação (linear simples e múltipla), com verificação das condicionantes abióticas de maior relevância ao desenvolvimento arbóreo (análise de componentes principais) e estabelecimento da similaridade entre os bosques em estudo (análise de agrupamento). O melhor conhecimento dessas áreas de manguezal favorecerá a comparação de seu estado de conservação em monitoramentos futuros, cada vez mais necessários em função dos frequentes impactos antrópicos causados a este importante ecossistema costeiro. (AU)

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